Itaúna, 24 de abril de 2018

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10 de fevereiro de 2018 às 07h00 - Atualizado: 24 de fevereiro de 2018 às 10h05

Vereadores encostam Neider na parede

Reunião da Câmara foi uma verdadeira “sessão de espancamento”, segundo comentários na plateia

O retorno dos vereadores às reuniões legislativas ordinárias aconteceu na terça-feira, 6 (tinha acontecido uma reunião extraordinária, anteriormente, para aprovação de reajustes dos servidores), com uma saraivada de reclamações contra o prefeito Neider e sua equipe. Nas palavras de Antônio Da Lua, a administração está como “um barco à deriva”. As reclamações são de que o prefeito não consegue dar uma direção ao seu mandato e, principalmente, de que muitos funcionários “não têm compromisso com a cidade”, como disse o vereador Lequinho.
As reclamações contra o prefeito e sua equipe começaram mais amenas, com a vereadora Gláucia questionando a existência de mata-burros, vigas e outros objetos, que não são instalados. Em seguida, Antônio de Miranda apoiou a fala de Gláucia e destacou o fato de ela, assim como outros vereadores conseguirem recursos junto a deputados e que a burocracia da Prefeitura acaba barrando a chegada destas conquistas.
Antônio Da Lua foi quem deu início às críticas mais contundentes. Em sua fala ele chegou a comparar a administração com “um barco à deriva” e vaticinou: “que vai afundar se nada for feito para corrigir o rumo”. Criticou o fato de vários funcionários tratarem mal até mesmo os vereadores e fez um desabafo: “nós, como eu, que trabalhamos com a administração passada somos barrados em algumas secretarias”. E citou as pastas de Infraestrutura, Regulação Urbana e Saúde. E, na Secretaria de Infraestrutura, apontou que tem um servidor que afirma que “não trabalho para vereador” e que, por esse motivo, não atende os edis. Na quinta-feira, em reunião antecipada devido ao Carnaval, as críticas foram reforçadas e Da Lua disse que “servidores do canteiro (Infraestrutura) estavam fazendo comentários, gozando a cara dos vereadores”, após a manifestação de terça-feira.

Zona rural merece respeito

No mesmo tom, crítico, Silvano do Córrego do Soldado também “soltou os cachorros”, pra cima de Neider e sua equipe. Disse que desde janeiro de 2017 vem pedindo estradas em condições de tráfego na zona rural, mas que seus pedidos não estão sendo ouvidos. E arrematou: “estradas em condições para escoar a produção é o mínimo que deve ser feito na zona rural”. Giordane reforçou a fala dos que o antecederam e continuou nas críticas. Citou um caso de um mata-burro que havia sido quebrado e que um funcionário disse que os proprietários rurais teriam que bancar a aquisição de trilhos (cerca de R$ 150), pois a Prefeitura não tinha condições de fazê-lo.
Otacília Barbosa voltou a cobrar cuidados com a questão financeira. Apontou que a folha de pessoal já ultrapassou o limite prudencial e que se o prefeito não tomar medidas, o Tribunal de Contas deve cobrar essas correções. Citou que os restos a pagar subiram para R$ 27 milhões e que só R$ 12 milhões estariam cobertos e que “isto é muito grave”. Foi acompanhada por Tõezinho, que também fez várias críticas à administração, assim como Lequinho. E ficou com Alexandre Campos o arremate.
O vereador disse que estava se sentindo satisfeito com o que tinha ouvido, pois algumas pessoas o colocaram como oposição, devido à posição assumida e que as críticas “vindas da base do prefeito mostram que ou nós, os 17 vereadores estamos errados e eles certos, ou a administração municipal está totalmente equivocada”. Cobrou, mais uma vez, que o prefeito “conheça Itaúna”, andando pelas ruas da cidade e que deveria fazê-lo em companhia dos vereadores, para ver que o momento é de muita crítica à sua administração.
O líder do prefeito, Hudson Bernardes não teve como responder às muitas críticas. Márcio Pinto, presidente da Câmara e aliado do prefeito, também fez críticas, apesar de ter dito que “boa parte da população quer ver a administração dando errado”. Na quinta-feira as críticas foram renovadas e nos corredores da Câmara os comentários são de que Neider e sua equipe estão completamente perdidos após um ano de mandato.