Itaúna, 19 de novembro de 2017

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11 de novembro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 18 de novembro de 2017 às 10h00

Vereadoras querem dinheiro do duodécimo investido em um mamógrafo

Na reunião da Câmara, de terça-feira, 31, a vereadora Otacília Barbosa propôs e foi acompanhada pelas outras duas vereadoras (Márcia Cristina e Gláucia Santiago), que na devolução do duodécimo não gasto pela Câmara, como acontece todo ano, que se negociasse com o Executivo a aquisição de um mamógrafo, para a realização dos exames de mamografia, em Itaúna. Prontamente o vereador-presidente, Márcio Pinto disse que já havia se comprometido com essa devolução, para aquisição de uma viatura e que não teria como fazer a negociação proposta. O pedido das vereadoras seria uma homenagem às mulheres itaunenses, feita no último dia da campanha “Outubro Rosa” – dedicado à saúde da mulher – que se deu na data da reunião.
A devolução do duodécimo tem funcionado há vários anos como marketing do Legislativo, que passa ao público a imagem de que estaria fazendo economia, sendo que na verdade trata-se de um problema que ocorre por causa da legislação que garante os repasses. Nos municípios, o Legislativo tem direito a repasse de duodécimo referente à porcentagem do orçamento arrecadado. Em Itaúna este repasse é de 3%, mas a Câmara poderia abrir mão de parte deste repasse, já que as despesas ficam abaixo do montante repassado. Mas a direção da Câmara prefere exigir o repasse total para no final do ano (às vezes, também no meio do ano) “devolver” e fazer a sua política, indicando prioridades que eles mesmos apontam, como é o caso da aquisição da viatura, que se adquirida, entrará na conta das “realizações” do presidente da Casa. No final das explicações do presidente Pinto, o vereador Alexandre Campos, vendo que a proposta das vereadoras não emplacou, propôs ao presidente que parte do duodécimo a ser devolvido fosse utilizado para a aquisição de um transformador para o campo de aviação que está prestes a ter a sua pista aprovada pela ANAC.