Itaúna, 20 de janeiro de 2019

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12 de janeiro de 2019 às 07h00 - Atualizado: 19 de janeiro de 2019 às 11h21

CÂMARA

Veículos estão sucateados

Locação deve ser o caminho mais viável. Solução do problema é urgente

Os três veículos da Câmara estão com a quilometragem superior a 100 mil, o que encarece a manutenção

Alta quilometragem somada ao tempo de uso são problemas que apontam a necessidade de pensar uma solução para a questão dos veículos da Câmara de Itaúna. O Legislativo conta com três veículos, com tempo médio de uso de 5 anos e quilometragem já na casa dos 100 mil. A manutenção preventiva vai ficando mais onerosa e os riscos de manutenção corretiva são aumentados a cada dia. Esses são os problemas que a nova direção da Câmara tem que resolver, com urgência, visto que o ano já começa com pedidos de vários vereadores para a liberação de veículos para irem a Brasília e Belo Horizonte. Essa necessidade de ir até os deputados no início do ano se explica pelo fato de ser o momento em que os vereadores conseguem emplacar, junto aos deputados com quem têm ligação, os pedidos de liberação de verbas para o município.
Falando à reportagem, o presidente da Câmara, Alexandre Campos, que foi empossado no cargo no início do ano, informou que já está avaliando a questão junto a sua equipe, para buscar a melhor solução que, com certeza, passa pelo viés econômico. Trocar simplesmente os veículos seria uma saída, mas bastante onerosa e complicada em um momento em que o dinheiro está escasso. Uma das alternativas que está sendo estudada é a locação, com o repasse dos atuais veículos para o Executivo. Com a locação, os custos de manutenção são amenizados, assim como a necessidade de troca que se faz necessária a cada 5, 6 anos. Porém, a questão esbarra na opinião pública, já que em Minas existe certa resistência a esse tipo de solução, mesmo que estudos apontem ser uma ação bastante viável.
Cidadãos ouvidos pela reportagem também apontam a questão do uso inadequado os veículos, em suas opiniões, pelos vereadores. “Usar veículo oficial para prestar serviços de despachante, como marcar consultas e exames médicos, buscar solução de problemas, como regularização de documentos junto a órgãos públicos, é um absurdo”, afirmou um deles, ao criticar o que chama de “uso excessivo dos veículos, para questões de clientelismo”. E aponta o fato de os veículos rodarem mais de 50 mil quilômetros por mês (somados os três veículos) para ações legislativas. “O que justifica isso são nada mais, nada menos do que o equivalente a quase 300 viagens de ida e volta a Belo Horizonte, por mês, ou dez viagens ao dia”, disse outro cidadão, comparando a quilometragem rodada pelos veículos à distância que separa Itaúna da capital.
Justificado ou não o uso dos veículos, o fato é que existe a necessidade de se pensar em uma solução que seja viável, e essa viabilidade passa pela economia de dinheiro público. Este é um dos primeiros problemas, dos muitos, que o novo presidente da Câmara terá de enfrentar nas próximas semanas.