Itaúna, 13 de dezembro de 2018

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15 de setembro de 2018 às 07h00 - Atualizado: 22 de setembro de 2018 às 11h23

Um olhar no passado, com o pensamento no futuro...

Amanhã comemoramos mais um aniversário de emancipação política e administrativa. São 117 anos de muita luta deste povo “barranqueiro” do Rio São João Acima. Mais uma comemoração com atividades recreativas, culturais e cívicas, essas muito contidas (deveria ser ao contrário), mas vamos lá. A data é importante, pois nos remete ao passado, aos itaunenses ilustres que fizeram deste torrão um lugar privilegiado. Além disso, a data nos dá a oportunidade de relembrar a história e sonhar com a perspectiva do futuro. Itaúna, não restam dúvidas, é uma cidade privilegiada, uma cidade que ao longo dos seus 117 anos de emancipação ostenta números invejáveis, se comparado com cidades do mesmo porte Brasil a fora. Tem praticamente 100% de água tratada disponibilizada à população; 100% de iluminação pública; 100% de pavimentação de ruas; 100% de esgoto.
Na área da educação somos praticamente 100%, pois nossas escolas oferecem estudo de qualidade com professores preparados. Nossa cultura vem sendo fomentada, é verdade que não com a devida consistência, frequência e competência, mas há um trabalho, mesmo que tímido. Enfim, o povo tem orgulho deste torrão. A busca por conquistas, iniciadas muito antes da emancipação em 1901, nunca pararam e os itaunenses, ilustres ou não, que são muitos, contribuíram e continuam contribuindo para que nossa Itaúna continue pulsando, cada vez com mais intensidade. Trabalharam para transformá-la em industrial, na primeira metade do século passado. Lutaram e estudaram para transformá-la em universitária, apesar dos percalços, e em Educativa do mundo pela Unesco. É verdade que percalços acontecem, como também é verdade que o Itaunense acredita no Itaunense, somos bairristas, às vezes até demais. Mas acreditamos, cobramos, não aceitamos embromação e respondemos a tudo isso com posições externadas publicamente. Onde? Exatamente onde podemos opinar com firmeza: nas urnas.
Temos a certeza de que o Itaunense, sem exceção, gostaria de amanhã, aniversário da cidade, na comemoração dos 117 anos, de estar fazendo loas aos políticos que elegeu para governá-la nas eleições das últimas décadas, mas infelizmente o contorno da atual situação, que o Itaunense começa a visualizar e que se consolida, é bem diferente do que ele planejou e almejou ao eleger um Itaunense para conduzir suas aspirações. Sabia-se dos riscos, mas sabia-se também das perspectivas de ter uma Itaúna administrada por um Itaunense de origem tradicional, preparado, com formação acadêmica privilegiada, inteligente, estudioso e profundo conhecedor dos problemas da cidade e das ansiedades dos moradores. Hoje, após praticamente dois anos de mandato, a população, quase que na totalidade, está convencida de que pecou ao optar pela mudança, pelo novo. A realidade mostra que os moradores começam a conviver com uma situação adversa à que planejou. O governo que o povo esperava ser dele, a sua cara, não passa de um arremedo burocrático, centralizado nas mãos de uns poucos, na verdade nas mãos de meia dúzia de pessoas, que estão distantes das necessidades dos moradores e estão mais preocupados é em “olhar para o próprio umbigo”, esquecendo-se que são representantes do povo e estão à frente do município para resolver problemas, administrar o presente e planejar o futuro.
O povo questiona e pergunta pelo cumprimento do plano de governo apresentado e alardeado pelo prefeito em campanha; as ações tímidas e escassas são confusas e centradas, a maioria das vezes, em mentiras, escoradas na falta de ética e na estranheza, além da evidente falta de vontade em fazer, executar, cumprir promessas. Bastam as obras inacabadas, as necessárias que não saem do papel, isso sem contar a letargia instalada no seio da administração, não se inova, não se discute políticas novas. Mesmo que em épocas passadas as divergências políticas tenham prejudicado a cidade, nunca se viu uma disputa que tenha prejudicado a cidade, uma disputa que tivesse como foco principal o prejuízo do povo. Mas é fato hoje que, após 21 meses de governo, o ciúme impera nos gabinetes da prefeitura e a “caça às bruxas” já não é mais discreta.
Mas, ao comemorar seus 117 anos de emancipação política e administrativa, é preciso que fique claro que o que importa para o Itaunense é Itaúna. E ao que parece, os neófitos ainda não entenderam, manipulam como se estivessem à frente de “bonecos de pano”. Uma lastima! Estão administrando a nossa Itaúna como um negócio de família, mas sabem que nossa cidade é diferente das muitas outras onde os “coroné” dão as cartas e estão acostumados a fazer colheita. E sabem muito bem que aqui primeiro se produz a semente, depois se planta e, diferente de muitas cidades Brasil afora, aqui a colheita é feita por todos. E o Itaunense quer continuar vendo uma Itaúna pulsante, com olhar no futuro e com propostas concretas, palpáveis e principalmente viáveis. E se lá na prefeitura acham que estão fazendo a melhor administração que Itaúna já viu, alertamos que, se a procissão continuar na mesma cadencia, vamos é deixar de ser um ponto de destaque no mapa das Minas Gerais. Melhor administração que Itaúna já viu... É muita pretensão. Mas...