Itaúna, 14 de dezembro de 2017

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12 de agosto de 2017 às 07h00 - Atualizado: 12 de agosto de 2017 às 08h43

Covardia

Suspeitos de matar corretor de imóveis são apresentados

Uma mulher e três homens são os acusados de matar Ernane Gomes, para roubar

A Polícia Civil de Itaúna apresentou os quatro suspeitos da morte do corretor de imóveis Ernane Gomes, ocorrida em janeiro deste ano. Ernane foi encontrado morto, no dia 20 daquele mês, após ter desaparecido no dia 18. Seu corpo estava em um lugar ermo, nas proximidades do povoado de Pedra Negra, zona rural de Itaúna. Os acusados do assassinato são Júlio da Silva, 25 anos (suspeito de ter arquitetado o crime); Gleice Kelle Resende de Andrade, 19 anos, (noiva do Júlio à época do assassinato); Tiago Melo de Souza, 27 anos; e Maxuel Estefânio Pereira Campos dos Santos, 20 anos.
Segundo apurou o delegado Diego Mendonça, responsável pelo caso, tudo começou com um relacionamento entre o corretor e Gleice Kelle, que é garota de programa. Os dois tiveram alguns encontros à época. Júlio é suspeito de ter arquitetado o crime, para roubar do homem que mantinha relações com sua noiva, à época. No dia 18, a esposa de Ernane dormia na casa dos pais e nestas ocasiões o corretor aproveitava para sair. Foi então que marcou encontro com Gleice Kelle. Ao chegar ao local marcado, Gleice entrou no veículo de Ernane e, em seguida, os três homens saíram do mato e abordaram a vítima, para rouba-la. Segundo o delegado, há suspeita de que Ernane fora agredido já nesta abordagem, pois havia muito sangue no interior do seu veículo.
Em seguida os cinco seguiram pela MG-050, no sentido Divinópolis, entrando por uma estrada vicinal na altura de Pedra Negra. Ao pararem em um trecho sem residências próximas, Júlio e Tiago desceram do veículo, com Ernane e Gleice e Maxuel ficaram no carro. Em seguida, Júlio e Tiago mataram Ernane a facadas e empalaram a vítima, usando madeira. A brutalidade do crime chocou as pessoas que souberam do ocorrido. Com a apresentação dos suspeitos, que confessaram detalhes do crime ao delegado, eles foram encaminhados à Cadeia Pública, onde aguardarão decisão da Justiça. As penas para os autores, que podem chegar a 30 anos, podem ser agravadas, pelas circunstâncias do assassinato.