Itaúna, 20 de julho de 2018

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23 de dezembro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 06 de janeiro de 2018 às 10h20

Prefeitura fecha ano com dívida em torno de R$10 milhões

Administração passada rebate atual e diz que deixou recursos em caixa para quitar restos a pagar

No fechamento deste ano a Prefeitura de Itaúna deve passar com empenhos a pagar girando em torno de R$ 10 milhões. Essa dívida, segundo analistas, foi gerada neste primeiro ano da administração e não é resultado de dívida herdada, como deixam a entender algumas afirmações de membros da atual administração. A atual equipe administrativa tem afirmado que “fez o dever de casa”, como disse o prefeito Neider Moreira em várias oportunidades. Na página da Prefeitura (Portal da Transparência), no final da tarde de ontem, sexta-feira, 22, a relação de empenhos a pagar até o último dia útil do ano totaliza R$ 12.522.494,29. Como o Município deve ainda receber alguns recursos até o final da próxima semana, incluindo os cerca de R$ 2 milhões de repasses do ICMS, prometidos pelo Governo do Estado, a conta deve fechar em R$ 10 milhões.
Em relação à alegada dívida herdada, membros da administração passada informaram à reportagem os seguintes números. Foram deixados em restos a pagar, R$ 12.900.000,00, conforme a atual administração tem alegado, “só que, em contrapartida, em caixa havia créditos de R$ 13.780.000,00”, o que dá um saldo de pouco mais de R$ 1 milhão. Para avalizar esta informação, lembram que em fevereiro, em audiência pública relativa ao quarto quadrimestre de 2016, o secretário de Finanças da Prefeitura, Warlei Eustáquio de Souza, disse que já haviam sido feitos todos os pagamentos dos “restos a pagar” deixados pela administração de Osmando. “Isso reafirma a informação de que deixamos dinheiro em caixa suficiente, pois em um mês não se arrecadaria os R$ 12.900.000,00 que dizem ter herdado em dívidas”, afirmou a fonte da FOLHA. Na ocasião, participou da audiência pública o vice-prefeito, Fernando Franco que, inclusive, dirigiu a pasta de Finanças por um período no governo de Osmando Pereira e é conhecedor da área.