Itaúna, 21 de setembro de 2018

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07 de julho de 2018 às 07h07 - Atualizado: 14 de julho de 2018 às 11h05

MAIS ENDIVIDAMENTO

Prefeitura adquire veículos, máquinas e equipamentos

Para reestruturar Canteiro de Obras prefeito fez mais um empréstimo. Banco do Brasil liberou recursos a 1,2% ao mês e 54 meses para pagar

O prefeito apresentou à comunidade, na manhã de ontem, sexta-feira, três caminhões Ford/Cargo 1719, um caminhão Volkswagen tração 6x2, duas retroescavadeiras e uma moto niveladora. Estes veículos custaram, segundo a Prefeitura, pouco mais que R$ 1.725 mil. Ainda segundo a Prefeitura, estão em processo licitatório para aquisição, 2 rolos compactadores, 1 guindaste, 1 carroceria de carga seca, 1 carroceria caçamba basculante, 1 tanque pipa e uma prancha de transporte. Conforme a assessoria do prefeito divulgou, esses veículos, máquinas e equipamentos fazem parte da proposta de reestruturação do Canteiro de Obras da Secretaria de Infraestrutura e Serviços, que ficou sem o secretário (vice-prefeito Fernando Franco) e o gerente superior Leonardo Franco, na última semana. O valor total do investimento pode ultrapassar R$ 3 milhões.
Conforme as informações da Prefeitura, as aquisições foram possíveis após a Câmara aprovar financiamento junto ao Banco do Brasil, dentro do Programa de Eficiência Municipal daquela instituição bancária. Conforme notícias do Banco foram disponibilizados R$ 4,2 bilhões para este Programa, podendo as prefeituras com até 200 mil habitantes obterem financiamento de até R$ 5 milhões. A Prefeitura informou ainda que vai pagar o montante captado (empréstimo) “em 54 parcelas sucessivas e iguais, com carência de seis meses, portanto, a partir de 10 de novembro de 2018”. Portanto, esta dívida deverá ser paga até meados de 2022.
Os juros cobrados pelo Banco do Brasil, segundo divulgação da instituição, variam de 1,2% a 1,4% ao mês, portanto, no mínimo o dobro do rendimento da caderneta de poupança, conforme o apurado nos últimos meses. Em quatro meses as taxas cobradas representarão o previsto para a inflação de todo o ano de 2019. Conforme apurado nos bastidores, este teria sido o principal motivo da saída do secretário Fernando Franco, e não o problema de saúde, como tem sido anunciado.