Itaúna, 14 de dezembro de 2017

Cadastro

02 de dezembro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 09 de dezembro de 2017 às 10h09

Crise

Prefeito aponta perda de R$ 21 milhões em arrecadação

Neider reclama que governo não pode “fazer pagamento seletivo, liberar recursos para prefeituras do PT primeiro, e para os outros só quando tiver caixa”

 

Na tarde de sexta-feira, ontem, a reportagem da FOLHA ouviu o prefeito Neider Moreira, que reclamou de perda em arrecadação da ordem de R$21 milhões, neste ano, para Itaúna. Ele aponta a “crise sem precedentes”, que vive o país, como causa da dificuldade que vivem os municípios.
“Em Itaúna a situação só não é pior porque fizemos o dever de casa, cortando gastos”, disse. E aponta as áreas de asfaltamento de vias, melhorias nos PSFs e aquisição de maquinários, como setores que mais foram afetados neste primeiro ano de sua administração. Segundo o prefeito, a crise causou queda de 7% na arrecadação prevista para o município.
A fala do prefeito foi devido à sua participação em reunião da AMM – Associação Mineira dos Municípios, quando se questionou o atraso nos repasses do estado aos municípios, especialmente de cotas-parte do ICMS.
Segundo Neider, “têm ocorrido atrasos sistemáticos do ICMS, que deveria ocorrer toda terça-feira e não tem acontecido”, disse. E foi além, ao afirmar que “o Governo do Estado tem que ser republicano nestes repasses, fazendo-os a todos os municípios e não privilegiando primeiro as prefeituras do PT e depois repassando aos outros municípios, dependendo do fluxo do caixa”, denunciou.
O prefeito disse que “felizmente, em Itaúna, fizemos o dever de casa, cortando gastos, senão estaríamos em situação pior”, citando como exemplo o que têm ocorrido em Divinópolis, com setores parados, atraso nos pagamentos e outros problemas anunciados na mídia.
Conforme o prefeito, não é só em relação ao ICMS, mas em outros setores também têm ocorrido problemas: “somente na área da saúde Itaúna tem mais de R$6 milhões a receber, em atraso”, informou.
A AMM publicou carta aberta, denunciando a situação de crise e cobrando atitudes do Governo do Estado.