Itaúna, 24 de outubro de 2017

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15 de setembro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 22 de setembro de 2017 às 19h47

Pois é! São 116 anos de muito trabalho e um saldo positivo, apesar dos pesares

Estamos comemorando 116 anos de emancipação político-administrativa do nosso Município, e com a data veio à divulgação de uma pesquisa e um estudo publicados pela Revista Exame em que nossa cidade aparece entre as cidades brasileiras mais inteligentes. Entre as cidades com até 100 mil habitantes, somos a 10ª. O interessante nos estudos publicados é que temos um bom serviço de Saúde, boa infraestrutura e analisado o conjunto de 70 indicadores, nos destacamos nos quesitos mobilidade urbana, meio ambiente, inovação, tecnologia, educação, segurança e empreendedorismo, dentre outros.
Pois bem, em outras oportunidades já comentamos e opinamos aqui sobre a nossa cidade, e sempre fizemos questão de enaltecer nossas condições sempre superiores às dos outros munícipios de mesmo porte. Quando se discute os problemas da cidade, sempre lembramos que apesar dos pesares, por causa dos tropeços, sempre contamos com homens de espírito público elevado que trabalharam para o engrandecimento do Município. Nossa terra, desde a abertura das picadas para a formação do povoado de Sant’Ana do São João Acima até à emancipação e até os dias de hoje, sempre esteve em destaque no cenário estadual e nacional, sempre pela sua qualidade de vida e graças aos índices elevados nos setores da indústria, educação e saúde. E isso, se deve ao trabalho incansável dos itaunenses por mais de um século.
Temos muitos problemas é verdade, mas a maioria deles não se compara aos dos outros municípios mineiros e brasileiros. Em reportagens antigas publicadas em edições das décadas de 40, 50, 60, 70, 80 e 90, podemos verificar que os prefeitos de Itaúna, sem exceções, saíram de famílias as mais diversas, mas sempre foram homens independentes, de elevado nível intelectual, seja pela formação acadêmica, ou seja, pela dedicação aos negócios, e sempre cultivaram princípios na busca do desenvolvimento coletivo, moral, social e econômico. Itaúna, mesmo antes de se tornar cidade, quando era apenas um Distrito de Pará de Minas, já tinha sua importância como centro industrial, tendo indústrias têxteis, fundadas pelo seu próprio povo.
Os registros históricos de Itaúna mostram que a cidade cresceu tanto nos primeiros 50 anos da emancipação político-administrativa que já em 1958, estava entre as 10 cidades mais desenvolvidas do Brasil. Naquele ano o IBAM – Instituto Brasileiro de Administração Municipal incluiu Itaúna entre os 10 municípios mais desenvolvidos e de maior progresso do Brasil, não pelo tamanho, mas pelos seus índices de qualidade de vida, considerados à época de alo padrão, como agora, considerado pela pesquisa da revista Exame. Depois do concurso do Ibam, Itaúna voltaria a se destacar ao ser escolhida pela UNESCO e pela Organização dos Estados Americanos para ser a Cidade Educativa. Um título que ainda é incompreendido, mas que é facilmente explicado: Cidade Educativa não é a cidade que tem só a melhor educação, os melhores colégios ou a melhor Universidade, e sim a cidade que se tem o povo que quer aprender cada vez mais. Isso justifica nossa colocação agora na pesquisa da Exame.
Temos afirmado em conversas recentes que não há destaque na galeria dos prefeitos desde a emancipação de Itaúna, que todos têm a sua importância e sua contribuição positiva no crescimento do município. Do brilhante e incansável trabalho de Dr. José Gonçalves em prol da emancipação, assim como o trabalho de Dr. Augusto Gonçalves de Souza, passando por todos os prefeitos como Milton Penido, (dois mandatos), Antônio Augusto de Lima Coutinho, Célio Soares de Oliveira (dois mandatos), Antônio Dornas de Lima, Willian Leão, Jadir Marinho de Faria, Hidelbrando Canabrava Rodrigues (Dois mandatos), Francisco Ramalho, Osmando Pereira da Silva (quatro mandatos) e Eugênio Pinto (dois mandatos).
Assim como os prefeitos, nomes importantes como o de Manoel Gonçalves de Souza Moreira, de Dr. Guaracy de Castro Nogueira e Miguel Augusto Gonçalves de Souza, dentre outros poucos, não podem deixar de ser mencionados em qualquer registro histórico ou comentários sobre o Município. Assim como os de homens desprendidos que se tornaram empresários e contribuíram para que o município fosse destaque na geração de emprego e renda.
Temos problemas sim, mas apesar de tudo, somos uma cidade de povo trabalhador, intelectualmente privilegiado e bairrista. Mesmo que muitos não concordem, somos mesmo um dos destaques de Minas e do Brasil por mérito, graças aos esforços do seu povo. Mesmo com os problemas políticos, as decepções eleitorais, somos uma cidade quase 100%. Mas é preciso, união, trabalho e vontade administrativa, com desprendimento e sem “olhar pelo retrovisor”, e principalmente, com imparcialidade.