Itaúna, 24 de outubro de 2017

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07 de outubro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 21 de outubro de 2017 às 10h10

INCHAÇO NA PREFEITURA

Pagamento de pessoal consome R$ 112 milhões em 9 meses

Demissão de comissionados está próxima e administração pode ser questionada pelo Tribunal de Contas ao atingir “limite prudencial”

O limite de gastos com pessoal, estabelecido pela lei federal é de 51,30% do orçamento e, ao atingir este limite o município é obrigado a demitir, começando pelos ocupantes de cargos comissionados. A Prefeitura de Itaúna chegou a 50,97%, estando muito próximo de atingir o “limite prudencial”, como é definido, para que seja convocada pelo Tribunal de Contas do Estado a começar a demitir os ocupantes de “cargos de confiança”. Em valores, esses números apresentam o limite de pouco mais de R$ 113,5 milhões, sendo que a Prefeitura de Itaúna já chegou a R$ 112,7 milhões. São menos de R$ 800 mil de despesas com salários a separar o quadro atual da necessidade de se demitir funcionários.
Para enfrentar a situação, especialistas apontam a estratégia que vem sendo tomada pela administração, que é de terceirizar os serviços e, assim, diminuir o impacto com a folha. Apontam as terceirizações do lixo e do Plantão 24 Horas (que começa em novembro), como caminhos para reduzir os gastos e evitar que ocupantes de cargos comissionados sejam demitidos, causando mais desgaste político para o prefeito. Vereadores têm apontado o gasto excessivo com nomeações de comissionados, condenando o “inchaço da Prefeitura”, que foi apontado pelo então candidato Neider Moreira como um dos principais problemas de Itaúna.
As alegações da administração, inclusive do prefeito, são de que aumentou o gasto com pessoal, mas, em compensação, aumentaram também os serviços prestados pela administração. Por outro lado, opositores apontam que foi reduzida a prestação de serviços à população e o que se vê são muitos “chefes” em todos os setores da Prefeitura.