Itaúna, 01 de maio de 2017

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16 de janeiro de 2016 às 08h00

Os devaneios políticos

O brasileiro só começa mesmo o ano novo depois do carnaval. Essa afirmativa pode ser ouvida por várias vezes e em lugares diferentes no primeiro mês do ano. E a máxima é verdadeira, o mês de janeiro é de férias e tudo começa mesmo é após os festejos carnavalescos. Mas no campo político, quando é que começam as articulações, as conversações e os posicionamentos? Nos bastidores, as conversas já começaram faz tempo, mas a nova lei eleitoral, que entre outras ações, estendeu o prazo para as filiações até o dia 31 de março, acabou por retardar muitas decisões, entre elas o famoso “para que lado eu vou”, muito utilizado por aqueles que vivem de uma “boquinha” ou por aqueles que vislumbram uma ajuda financeira ou mesmo pegar uma carona no prestígio do candidato majoritário, para pleitear uma cadeira no Legislativo, por exemplo. E diante desse quadro, os acontecimentos políticos ficam mesmo somente na organização dos partidos e na corrida para conquistar aliados bons de votos para as siglas que vão sustentar os candidatos a prefeito.
Em Itaúna, a coisa vai lenta, as especulações são entorno dos nomes para o cargo majoritário, que são poucos, ou quase nenhum e resumem-se nos de Neider e Osmando. Alguns nomes são especulados e correm por fora, caso de Francis Saldanha, Gustavo Mitre, Nilzon Borges, Rosse Andrade, Leo Bala e do advogado Leonardo Lopes. O nome do vice-prefeito Antônio de Miranda não aparece, pois tudo indica que ele será mesmo candidato a vereador. Dizem que ele não quer correr o risco de ficar sem cargo e para vereador tem a eleição quase que garantida. Os outros nomes em minha opinião, não tem peso político, pelo menos ainda. Caso o grupo do atual prefeito faça a opção por um deles, muito provavelmente, perde a eleição, isso independentemente da eleição ser hoje ou daqui a 9 meses. O único nome capaz de disputar com Neider é mesmo o de Osmando, mesmo assim, terá a difícil missão de se livrar do desgaste criado pela taxa do lixo. Mas o fato é que Neider também tem seus desgastes e suas dificuldades por causa da sua rejeição em determinados setores da sociedade. E Osmando, além de desgaste, terá que lutar contra o número de mandatos, cumpre o quarto e cinco, para muita gente é muito. Mas há também os que defendem uma sequência e não querem arriscar uma novidade. O perfil de Neider como administrador público não é uma incógnita e politicamente ele ainda vai ter que resolver problemas internos de conjuntura partidária e de apoio eleitoral. Hoje, nosso ex-deputado tem a simpatia do governador Pimentel, ou seja do PT. Caso Neider negue isso, não terá onde buscar apoio e fatalmente verá o PT com candidato próprio, caso resolva assumir a parceria, terá que convencer o eleitor que não faz parte da corja que se instalou em Brasília, em Minas e já ocupou a nossa prefeitura com o resultado que conhecemos bem.
Diante desse quadro ainda nebuloso, num primeiro momento entendo que a cidade busca um nome diferente, que tenha a capacidade de administrar com seriedade e disposição e que consiga também fazer dinheiro. Mas como? Economizando, não há outro caminho, e economia com o quadro existente, somente poderá ser feita com o enxugamento da máquina administrativa. A situação da nação e do estado não permite aquela máxima, de que um bom relacionamento em Brasília e no Estado, rendem bons frutos com verbas destinadas. Esse argumento não é mais cabível em uma campanha. O que era muito comum até pouco tempo.
Assim, os candidatos até agora são mesmo Osmando e Neider, pelo menos essa é minha opinião, isso, se os articuladores dos bastidores não tirarem da cartola um nome novo, com robustez moral, intelectual e com boa formação acadêmica. Difícil, mas pode acontecer. Aliás, tenho ouvido que começa a ser articulado o nome de um itaunense que estava fora, mas que acaba de retornar à cidade. Esse nome é o de Atílio Prado, o Tilinho dentista. Inicialmente um bom nome. Afinal, mais uma vez em minha opinião a cidade não quer Osmando mais uma vez e muito menos o Neider. Quem sabe Osmando para deputado federal e Neider para estadual e um prefeito novo. Itaúna ficaria melhor situada e representada. É uma caso a pensar.