Itaúna, 21 de setembro de 2018

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07 de julho de 2018 às 07h00 - Atualizado: 07 de julho de 2018 às 11h41

RETIRADA DOS TRILHOS

Obras do Anel em BH desvia recursos

Itaúna pode ser prejudicada mais uma vez, com retirada de trilhos ficando “para depois”

A retirada dos trilhos da linha férrea do centro de Itaúna foi incluída na ordem de prioridades pelo Governo Federal em 2016 com Itaúna sendo a segunda cidade a ser beneficiada em uma escala de três trechos já acertados para serem realizados: Ibiá, Itaúna e Betim. Devido à influência do atual prefeito de Betim, as obras naquela cidade foram iniciadas antes de Itaúna, já que o trecho de Ibiá já estava sendo concluído. Agora, mais uma vez Itaúna pode ser ultrapassada na ordem de prioridades, com os recursos sendo desviados para a realização de obras na região do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. Conforme a mídia da capital tem divulgado, está em andamento acordo entre as concessionárias das vias férreas para que R$ 600 milhões sejam liberados para aquela obra. Com isso, os cerca de R$ 200 milhões necessários para as obras em Itaúna poderão ser desviados, e Itaúna pode ser “deixada para depois”, já que o dinheiro seria o das obras ferroviárias.
Em 2016 o prefeito à época, Osmando Pereira, em reunião com membros do Governo Federal e representantes da VLI Logística, acertou apoio do município aos trabalhos de levantamentos, que foram realizados, prevendo a construção de um novo ramal, com extensão de 24 quilômetros (o atual trecho é de 34 quilômetros), começando no Pátio Engenheiro Gordilho, próximo ao aterro sanitário, indo até o Pátio Sílvio Oliveira, próximo ao pedágio na divisa com Mateus Leme. Após os levantamentos foi dado início ao processo de licenciamento com o início das obras ficando programados para 2018/2019.
Ouvido pela reportagem da FOLHA, o ex-prefeito Osmando Pereira, afirmou que tomou conhecimento do caso da capital e que “já procuramos algumas pessoas para falar em favor de Itaúna. Acho que é o momento de os políticos e as entidades itaunenses se unirem para evitar qualquer prejuízo para o município. Esse é um movimento que deve ser liderado pela administração municipal, pela Câmara, pelas entidades. Nós estamos à disposição e atentos para ajudar e já estamos fazendo isso, na medida do possível”, afirmou. Osmando lembrou ainda que é necessário “realizar trabalho de vigilância constante em torno desta questão”.