Itaúna, 18 de agosto de 2017

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01 de abril de 2017 às 07h00 - Atualizado: 08 de abril de 2017 às 10h11

O “rei” sou eu

Pois é, quando dispomos a fazer o jornalismo como deve ser feito, o que fazemos há 35 anos, e mais precisamente, há 23 anos, aqui nestas páginas, somos agredidos por políticos que não admitem seus erros ou não querem ver suas decisões, pitorescas, ante democráticas, autoritárias e incabíveis, estampadas nas páginas do jornal e nas redes sociais, para evitar que todos saibam que o cidadão que foi eleito pelo povo, anda aprontando das suas com o dinheiro público.
Mas como a verdade não fica escondida e acaba prevalecendo, inclusive na opinião da maioria, gostaríamos de deixar claro que estamos apenas cumprindo nosso papel de informar e de opinar, pois a democracia nos pressupõe liberdade, principalmente a de expressão. Se somos formadores de opinião, é porque temos uma credibilidade construída ao longo dos anos e não nos convém o embate com político incipiente e em estágio probatório. O fato é que o Senhor Márcio Gonçalves Pinto, mais conhecido pela alcunha de Hakuna, que como político tem se revelado um ótimo cantor, não satisfeito com as matérias publicadas na edição anterior, do dia 25 de março, achou por bem responder o jornal utilizando o microfone da Câmara, e a prerrogativa que tem como presidente de falar a qualquer momento, independente de inscrição, o que o Regimento Interno exige dos demais parlamentares. Mas vamos à questão: o Senhor Márcio Pinto, em ataque direto ao jornalista, diretor deste órgão de imprensa, que tem 23 anos de circulação ininterrupta e conta com uma carteira de assinantes robusta, tem venda em banca e distribuição dirigida em bairros comprovadas, isso além dos cerca de 10 mil acessos nas redes sociais semanalmente em média, afirmou que o jornal agiu com leviandade e publicou uma inverdade. Falou isso olhando para o jornalista e diretor deste semanário, como se tivesse falando a mais cristalina verdade. Pois bem, em nossa avaliação, o Senhor Pinto, é um grande “cara de pau”, uma vez que as publicações estão devidamente embasadas em fatos que podem ser comprovados por qualquer cidadão. Em primeiro lugar, ele, ao afirmar que o jornal foi leviano ao divulgar que está havendo uma “farra” com as autorizações das diárias, e categoricamente dizer que a diária é um direito do vereador e que a utilização das mesmas nos três primeiros meses foi produtiva, uma vez que os vereadores trouxeram recursos para a cidade, nos deixa certos de que o Senhor Pinto, tenta justificar o injustificável e busca sair pela tangente ao não entrar no mérito da reportagem.
É bom que fique claro que o jornal em momento algum afirmou que não é direito do vereador os R$ 3.000, de diárias/ano. E também não discutimos se as idas e vindas à Cidade Administrativa, Assembleia ou Brasília, são ou não produtivas. Publicamos que nos três primeiros meses do ano o presidente autorizou mais diárias em 90 dias, que os dois últimos presidentes o ano todo. Isso é fato, está no Portal da Transparência para qualquer um acessar. Então não fomos levianos, falamos a verdade e qualquer um pode comprovar isso. O presidente, então, apenas tentou dar uma de esperto, desqualificando o jornal perante os pares, que na verdade são os que utilizaram as diárias, além dele. Falamos a verdade e não há nenhuma leviandade, ele sabe disso, é só fazer um exame de consciência. Quanto à sua afirmativa de que publicamos uma inverdade aqui nesse espaço, quando afirmamos que estamos sendo cerceados no acesso às informações, reafirmamos isso, não estamos mesmo tendo acesso às informações sabidamente públicas e que deveriam estar no Portal da Transparência, em nosso parco entendimento. Mas se não estão, no mínimo, deveriam estar disponíveis para a imprensa, e sem a exigência de ofício (falando o que e pra quê) embasado em Lei de 2011, que trata do acesso às informações públicas. Entendemos, e também toda a imprensa mineira e brasileira, já devidamente consultadas por meio de seus representantes, que a imprensa não se enquadra na lei e é evidente neste caso a colocação de barreiras para disponibilizar informações, o que impossibilita levar a informação ao cidadão com presteza e segurança. E estamos tendo violado o nosso direito às informações sabidamente públicas por recusarmos a fazer um ofício solicitando as mesmas, inclusive informando no mesmo, o porquê. Um absurdo! Queira o Senhor Pinto ou não. Até entendemos o medo do Senhor Pinto em ser questionado pelos pares, mas não podemos admitir que as discussões sejam determinadas a ferro e fogo como quer o “reizinho sem trono” e em estágio probatório. As atitudes dele são ante democráticas, ditatoriais e visivelmente tentam esconder dados que expõem o uso abusivo e inadequado dos veículos oficiais da Câmara, que em nossa opinião, não deveria ter sequer carros para servir vereadores, presidente e etc.
Daqui vão alguns recados simples, diretos e com embasamento: não somos políticos, portanto não estamos expostos à avalição dos eleitores, não precisamos mentir ou esconder informações, até porque o nosso ofício é exatamente o de informar, então fazemos isso com embasamento e quase sempre com documentos, isso quando nos possibilitam acesso aos mesmos. E muito menos precisamos ficar expostos às avalições feitas por políticos em estágio probatório, caso do Senhor Pinto. Que credibilidade tem ele para analisar a postura deste editor em assunto do qual ele é o protagonista? Em nossa opinião, nenhuma. E mais, ele é político, precisa falar mais alguma coisa? A avalição dos políticos brasileiros, e aí estão incluídos os de Itaúna, afinal não somos uma ilha, é a mais rasteira dos últimos 75 anos, portanto, entre as afirmativas do Senhor Pinto, em relação ao jornal e as nossas opiniões e publicações, temos a certeza absoluta, o leitor e eleitor, categoricamente ficam com a nossa. E os mais de 13 mil acessos em nossa página no facebook com comentários, compartilhamentos e opiniões, provam isto. Até porque, é a que retrata a verdade. Reafirmamos: nos últimos 90 dias aconteceu sim, em nossa opinião, uma “farra” de diárias na Câmara e mais uma vez, categoricamente afirmamos: estamos sendo cerceados no nosso direito de obter informações sabidamente públicas. Ainda não entendemos a negativa do Senhor Pinto em fornecê-las, mas quem sabe é porque, talvez, ele seja o que mais gastou as diárias? Francamente, o homem pirou o “cabeção”.