Itaúna, 19 de novembro de 2017

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04 de novembro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 11 de novembro de 2017 às 10h15

Carnaval - Ministério Público PROCESSA PREFEITO

Neider pode ser cassado por improbidade

Gastos com “carnaval particular” gera ação contra prefeito, procurador, secretária e carnavalescos

O Ministério Público deu entrada com Ação Civil Pública, por crime de improbidade administrativa contra o prefeito Neider Moreira, arrolando ainda mais 9 pessoas, dentre elas o procurador-geral do Município, Jardel Carlos Araújo e sua esposa e secretária de Educação de Itaúna, Alessandra Nogueira Santos Araújo, além de mais 7 carnavalescos, responsáveis por blocos que participaram do Carnaval de 2017. A causa tem valor de R$ 77.800,00 e o motivo são os gastos com a festa momesca deste ano, que não foram autorizados pela Câmara, conforme preconiza a legislação. A Prefeitura inclusive encaminhou ao Legislativo e conseguiu aprovar por 8 votos favoráveis a 7 contrários, projeto que ratificava as despesas realizadas no carnaval. O presidente da Casa, Márcio Pinto (Hakuna) deu o voto de minerva para a aprovação. Da Lua e Iago “Pranchana”, não compareceram à reunião que aprovou a matéria.
Na ação foram arrolados como réus, também os seguintes carnavalescos: Érick Luiz Vilela de Souza, Dilermando Vítor de Oliveira, Fernando Augusto Quadros Pereira Nunes, Gabriela Beatriz de Jesus, Leonardo Alves de Queiroz, Manuel de Sousa Ribeiro Júnior e Ricardo Magalhães de Andrade. A principal acusação é pelo fato de o Município ter contratado trio elétrico para uma festa em que houve venda de “ingressos” (abadás e camisas), com lucro para entidades particulares. Segundo o balanço pós-carnaval, o bloco Tomara que Caia vendeu 2.600 abadás a R$30 cada; o Cunversa Cumigo, vendeu outros 1.500 abadás, também a R$30 cada e o Allfaces, 1.700 camisas, a R$35 cada. Os demais blocos não informaram se fizeram vendas de abadás ou camisas.