Itaúna, 20 de janeiro de 2019

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22 de dezembro de 2018 às 07h00 - Atualizado: 22 de dezembro de 2018 às 13h27

FALTA DE SEGURANÇA

Natal sem “Casa do Papai Noel”

Organizadora aponta falta de apoio da Prefeitura e autoridades como outro empecilho para a realização do projeto beneficente

Montada para visitação há 20 anos, a tradicional Casa do Papai Noel, promovida pela senhora Maria Helena Corgozinho, não foi aberta ao público neste ano. A casa estava sendo decorada há alguns anos no bairro de Lourdes, na Rua Nonô Ventura (antiga Rua 14), e, segundo a organizadora, por motivos de segurança e falta de apoio, não foi promovida à visitação em 2018.
Em conversa com a reportagem, a organizadora abriu as portas de seu apartamento, que está todo decorado com os itens antes usados na casa (fotos), porém, o local não é aberto à visitação pública, apenas para pessoas próximas e convidadas.
De acordo com Maria Helena, “a casa no bairro de Lourdes fica localizada em uma rua muito deserta, é um lugar muito afastado. Neste ano eu fiquei com medo e preferi não montar, pois é uma rua sem muito movimento e à noite o lugar fica muito parado”. Além disso, a organizadora ressaltou que a falta de apoio das autoridades também foi decisivo para não enfeitar a casa. “Fico triste em ver que por 20 anos pelejei muito para levar o bem para as pessoas, a casa ficava linda para receber as crianças, mas nunca tive nenhum apoio da Prefeitura, da Secretaria de Cultura e autoridades. Queria o apoio para fazer a casa no Centro, mas nunca me ajudaram”, disse Maria Helena.
Ainda segundo ela, montar a casa dá muito trabalho e sem apoio é complicado. No ano passado, ela disse ter recebido um convite e participou de reuniões na Prefeitura para a casa entrar no Circuito de Natal, mas nenhuma autoridade compareceu no local ou ofereceu apoio, “ficando por isso mesmo”. Ela conta ainda que em 2017 recebeu ajuda da equipe do CDL, que disponibilizou um segurança para ficar na recepção da casa, e dos supermercados Rena, que doou quatro pacotes de balas de 250 gramas para distribuir para as crianças no local.
Para ter acesso à casa, era cobrado um valor simbólico, revertido em cestas básicas, que geralmente eram doadas para cerca de 60 famílias, o que não deve ocorrer neste ano. A casa também já foi assunto de reportagens na imprensa local, estadual e até nacional, repercutindo o sucesso do projeto.