Itaúna, 24 de outubro de 2017

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23 de setembro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 30 de setembro de 2017 às 11h13

Não estamos preocupados com isso. Apenas fazemos nosso papel. A história dirá...

Chega-nos à informação de que o nosso prefeito, meu amigo Neider Moreira, teria dito em uma reunião no gabinete, que não precisa da FOLHA ou do Renilton, pois o Facebook da Rádio Santana e o da Prefeitura são os mais acessados e tem o maior alcance de Itaúna. Afirmou isso de posse dos dados emitidos pelo próprio Facebook. Não entendi.
Ora! Estamos aqui em nosso canto, fazendo o que sempre fizemos: jornalismo com opinião, com críticas fundadas e embasadas e com elogios aos atos que beneficiam a cidade e seu povo num todo. O jornal circula sob a nossa editoria há 22 anos e nunca desrespeitou pessoalmente ninguém e sempre ateve a divulgar fatos com base em documentos, depoimentos e outras provas. Como editor e jornalista temos o direito de emitir nossa opinião sobre os fatos públicos e isso sempre fizemos e vamos continuar a fazer, independente de quem goste ou não. Achamos, por exemplo, que o nosso prefeito tem todo o direito de entender que não precisa do jornal, como temos o direito de achar que o jornal não está à disposição do mesmo, aliás, nunca esteve. Mesmo tendo durante anos um contrato de mídia com o político Neider Moreira. Ou seja, vendemos espaço, mas não vendemos opinião. Assim, continuamos a exercer o jornalismo. É a máxima de Sued: “Os cães ladram e a caravana passa, de leve e sempre...”.
Não sabemos como o nosso prefeito está fazendo suas avaliações, mas podemos garantir e provar que o alcance da última edição da FOLHA no Facebook foi de mais de 10 mil pessoas, nossa média nas últimas semanas tem sido de 14 mil pessoas, então, não vamos discutir. A avaliação do conteúdo vai ficar por conta dos leitores, que com certeza absoluta são formadores de opinião. Aliás, é o que mais nos interessa: formadores de opinião. Não estamos preocupados com números em redes sociais e sim com os leitores que avaliam nossas reportagens e que nos proporcionam credibilidade jornalística. Não fazemos jornal para distribuir debaixo de porta de comércio, selecionamos nosso público, que se quer ler o jornal, tem que comprá-lo por meio de assinatura ou venda avulsa. Nossa distribuição gratuita é dirigida. Então, falem o que quiser.
O fato é que queremos ver se alguém, seja da administração municipal ou não, consegue desmentir uma matéria publicada pela FOLHA. Ninguém é obrigado a concordar com o nosso conteúdo, mas não tem como fazer acusações de leviandade de nossa parte. Nossa opinião, essa entendemos ser intocável, e por motivos óbvios. O que não quer dizer que não possa ser divergente e que outras contrárias não tenham espaço. O nosso prefeito tem todo o direito de achar que está fazendo a melhor administração que Itaúna já viu. Como tem afirmado a alguns interlocutores, e nós temos também o direito de achar que até aqui sua administração sequer existiu.
O que não admitimos em hipótese alguma é provocação com ar de idiotice, e na semana anterior, com reflexo nessa que termina, tivemos o desgosto de passar por uma provocação, que consideramos de uma idiotice sem tamanho. Nossa edição de aniversário da cidade circulou na sexta-feira, dia 15, pelo fato do sábado ser feriado municipal. Disponibilizamos o jornal ao leitor na Banca de Revistas por volta das 14 horas, e para nossa surpresa, às 18 horas não havia sequer um exemplar disponível. Achamos estranho, pois temos mais ou menos o mapa de venda semanalmente. Verificamos e descobrimos que apenas uma pessoa comprou todos os exemplares. Ou seja, alguém, não queria que alguma informação chegasse até o público formador de opinião, que é o que vai até a banca comprar a FOLHA. Não resolveu, disponibilizamos mais jornal no sábado pela manhã. Não podíamos deixar nossos leitores sem as notícias e opiniões. Mas o que nos leva a tocar nesse assunto é a idiotice do ato. Como já afirmamos, temos média de 14 mil acessos via Facebook, disparamos um número razoável, melhor, considerável, de WhatsApp, temos a venda avulsa nas ruas e a distribuição dirigida... Isso significa que os exemplares vendidos em banca significam menos de 3% do nosso universo de leitores semanalmente. Quem sabe vão comprar novamente essa semana!? Resumo da ópera: idiotice, provocação ou burrice mesmo. Repeteco: é a máxima do Ibrahim Sued: “Os cães ladram e a caravana passa, de leve e sempre...”.