Itaúna, 18 de novembro de 2018

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16 de junho de 2018 às 07h00 - Atualizado: 16 de junho de 2018 às 10h49

Na contramão da coerência

Já discutimos aqui nesse espaço o saldo dos primeiros 16 meses desse governo que aí está e que chega até aqui com um visível desgaste junto à população e estagnado. É notório que o alcaide não conseguiu montar e liderar um grupo em condições de mostrar a que veio. Sinceramente, ainda mantemos as nossas esperanças em relação ao sucesso administrativo dos atuais governantes, com ressalvas, é evidente, mas ainda há tempo de mostrar seriedade, tomando providências em relação à redução da máquina administrativa, execução de obras necessárias e que têm dinheiro já destinado para a sua conclusão, exemplo, finalização da Avenida Gabriel Pereira, no Morro do Engenho.
Centrado no pilar da vontade de fazer, acreditamos que podemos dar um “voto de crédito” ao prefeito e sua equipe, que em nossa opinião terá, no máximo, mais seis meses para reverter, ou pelo menos tentar, o desgaste produzido até aqui pela inércia administrativa e o descrédito já instalado, com o descaso com as promessas feitas e a falta de vontade em fazer uma Itaúna diferente e cada vez melhor. E por que acreditamos no “voto crédito”? Primeiramente porque amamos a nossa terra e efetivamente defendemos que todos nós devemos trabalhar para que o desenvolvimento esteja sempre cunhado no trabalho sério dos nossos homens públicos, indiferentemente de opinião e/ou idealismo político (coisa rara no Brasil de hoje) ou posição partidária.
Fazemos críticas constantes e temos críticas que, acreditamos, não são vazias. Não somos oposicionistas. Somos itaunenses, apenas isso. E é exatamente por isso que cobramos postura administrativa e relativa consciência nos atos, aos homens aos quais colocamos os destinos do nosso município. O motivo é simples, não há ações concretas até aqui, nada é palpável e os anúncios governamentais já não têm crédito, soam à enrolação. É verdade que há esforços para mostrar um “certo dinamismo”, com palestras, encontros, convênios, mas de concreto não temos nada. Como na semana anterior, reafirmamos que o povo precisa também de “circo”, mas o “pão” é essencial. Assim, esse povo precisa de infraestrutura urbana e assistência à saúde de qualidade, por exemplo. É bonito ver o povo participando de festas como nos “arraias” ou nas barracas de feira nos fins de semana, mas é preciso escolas funcionando em prédios revitalizados. Seria muito interessante ver frentes de serviços nos bairros, ver a construção de um terminal para o transporte coletivo, e principalmente um transporte de qualidade e com preço justo. Como também uma maior concentração nas ações em prol da segurança pública, com instalação de câmeras nas ruas centrais (que funcionam e tenham um monitoramento constante) e nos principais acessos da cidade.
Falamos acima do transporte coletivo de qualidade e com preço justo, e esse assunto é pauta da Câmara e está na “ponta da língua” da maioria da população que necessita desse transporte diariamente. A insatisfação com o decreto de aumento do prefeito é geral e a responsabilidade de rever isso está nas mãos dos vereadores, que devem agir rapidamente e com o devido senso de responsabilidade que o cargo de representação lhes impõe. O preço da passagem em Itaúna é caro, não há motivos para um reajuste de 10%, muito acima da inflação, e a redução do preço do diesel veio para dar ainda mais subsídios para que o reajuste seja rediscutido. E os vereadores têm o dever moral e a obrigação funcional de rever isso, sem se deixar levar pelos compromissos políticos com o chefe do Executivo, que somos sabedores que existem. É preciso que o povo pressione, acompanhe e exerça o direito de cobrar dos seus representantes uma postura ética e de compromisso para com a cidade e seu povo. Que o bom senso dos nossos homens públicos prevaleça na próxima semana e a proposta do vereador Joel Arruda seja levada a cabo. Ou seja, o aumento da passagem do transporte coletivo seja suspenso e as planilhas sejam revistas e reestudadas, com seriedade e muito critério. Não o político, mas o da honestidade.