Itaúna, 19 de junho de 2018

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10 de março de 2018 às 07h00 - Atualizado: 10 de março de 2018 às 10h22

DISCRIMINAÇÃO

Mulheres ainda ganham menos que os homens

Pesquisa mostra que apesar das muitas conquistas, mulheres ainda são discriminadas e ganham menos que os homens

A Semana da Mulher recebeu destaque em vários segmentos. No poder público, ações com prestação de serviços exclusivos para o público feminino. Rosas, cartões... enfim, muitas homenagens, principalmente na imprensa, com entrevistas focando mulheres de destaque em algumas áreas. Porém, o Grupo Catho, que atua no segmento de recursos humanos, publicou pesquisa em que mostra que as mulheres ainda têm muito a conquistar. A pesquisa mostra que a discriminação ainda é bastante presente, especialmente no campo profissional, quando as mulheres recebem cerca de 40% menos que os homens, exercendo as mesmas funções.
A pesquisa, feita neste ano, com 7.957 profissionais, mostra que em casos em que mulheres e homens têm MBA, a diferença salarial em favor dos homens é de 42%. A diferença é menor conforme o nível de escolaridade vai diminuindo, mas mesmo assim os homens sempre ganham mais que as mulheres. Se para os homens na função de presidente/diretor/gerente de empresas, a média salarial é de R$ 12 mil, para as mulheres, nas mesmas posições a média salarial é de R$ 8,1 mil. Para a função de consultor, por exemplo, se um homem tem média salarial de R$ 5,4 mil, as mulheres ficam em torno de R$ 3,3 mil.
A explicação de analistas é motivada na sociedade ainda muito machista, existente no Brasil. Dizem os especialistas que o homem, de postura tendente ao conservacionismo, apesar de ser minoria na sociedade, ainda consegue impor seus conceitos à maioria da população. Cabe às mulheres, assim como as demais representações da sociedade, virar o jogo e também fazer valer seus conceitos e, principalmente direitos.