Itaúna, 20 de outubro de 2018

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14 de julho de 2018 às 07h00 - Atualizado: 21 de julho de 2018 às 12h04

TRIBUNAL JÚRI

Matou mulher e deixou filha de 24 dias para morrer

Acusado que vai a júri no dia 20 cometeu o crime para esconder a paternidade e pode pegar até 30 anos de cadeia

Na tarde do dia 10 de julho de 2009, portanto há 9 anos, Jardel Marques Coutinho (foto) chamou Laisla Aline Amaral Resende, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal, para “conversar”. Junto, levaram a filha do casal, com apenas 24 dias de nascida. Jardel tinha em mente esconder o relacionamento com Laisla e a paternidade da pequena Nicole. E a maneira encontrada para se “livrar do problema” foi, impiedosamente, dar um tiro na cabeça de Laisla. A criança foi deixada junto à mãe, que já estava morta, à própria sorte. Após a atrocidade cometida, Jardel fugiu. O crime foi cometido em local ermo, próximo ao condomínio Vale dos Ipês, na zona rural de Itaúna. A menina Nicole foi salva da morte certa, pois já se encontrava em estado de hipotermia ao ser encontrada pela polícia, após denúncia, junto ao corpo da mãe e foi socorrida por uma equipe do SAMU.
Jardel vai a júri na próxima sexta-feira, dia 20, no Fórum Mário Matos, de Itaúna, acusado por crime de homicídio duplamente qualificado, por ter cometido o assassinato sem possibilitar defesa à vítima, de maneira premeditada, violência contra mulher, por motivo fútil e também por ter atentado contra a vida da própria filha, um bebê indefeso. Ele pode ser apenado em mais de 30 anos de cadeia. Jardel foi preso em operação da polícia no dia 17 de novembro de 2016.