Itaúna, 16 de agosto de 2018

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27 de janeiro de 2018 às 07h00 - Atualizado: 03 de fevereiro de 2018 às 10h22

Manda quem pode, obedece quem tem juízo

Na semana anterior, na página 03, publicamos matéria sobre o radicalismo praticado no setor de meio ambiente da Prefeitura, comandado pela técnica Aline Alves Moura. A matéria foi embasada em reclamações chegadas à redação, e todas com argumentos plausíveis e centradas sempre na inflexibilidade da técnica, que já está, segundo os reclamantes e até mesmo componentes do governo municipal, ultrapassando o bom senso. É fato que a moça, até carrega algum conhecimento técnico, segundo outros especialistas na área, mas na opinião destes mesmos especialistas, não tem a competência exigida pelo cargo público que ocupa e principalmente a experiência no setor público, onde aliada ao conhecimento técnico, o conhecimento político é fundamental. Os reclamantes, por unanimidade, entendem e argumentam que a moça não tem habilidade para gerenciar democraticamente e de forma constante, um setor onde se lida com desenvolvimento, preservação, plano-diretor, diretrizes urbanas e empreendorismo. Em resumo, se lida com o progresso.
Segundo os reclamantes, uma parcela considerável, se levarmos em conta que em uma cidade como Itaúna o universo de empreendedores é muito pequeno, como dona da caneta, falta à moça competência, ou sensibilidade profissional para realizar aquela travessia necessária entre a lei e a interpretação adequada que, além de proteger o meio ambiente, não empaca o desenvolvimento da cidade. Algo registrado, diga-se de passagem, pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, em seu princípio número quatro. Está lá escrito: “a proteção do meio-ambiente deverá constituir parte integrante do processo de desenvolvimento e não poderá ser considerada em forma isolada”. Itaúna é composta por trabalhadores e empreendedores. E sua gente é dona dos imóveis da cidade, mas também é a dona das praças, da flora e da fauna do município. Então, cabe ressaltar que democracia é à vontade e a qualidade de vida de todos, inclusive representada na Administração Pública, devidamente amparada pelas normas e pelos poderosos que as aplicam. Quando alguém ocupa um cargo de tanto poder como o que a gerente-superior Aline Moura ocupa, é preciso ser mais do que uma técnica ou acadêmica. É preciso entender dos valores democráticos e participativos que impulsionam o desenvolvimento, e atende aos interesses da população e evitam burocracia e obstáculos administrativos. Outro princípio da ONU que vale ser lembrado, o de número 25, ensina: “o desenvolvimento e a proteção do meio-ambiente são interdependentes e inseparáveis”.
O fato é que ao longo dos últimos meses, pode ser considerada assustadora a quantidade de relatos, protestos e reclamações dos mais variados cidadãos itaunenses sobre as trapalhadas, vamos dizer assim, da chefe do setor de meio-ambiente municipal. A lista é longa e ocuparia mais de uma página. Há grosserias com jardineiros da Praça da Matriz, que exercem uma função importantíssima para nossa cidade, mas precisam de chefes e gerentes competentes, que saibam orientá-los e lidar com todo cidadão que queira contribuir com nossos jardins. Há falta de vontade em novamente orientar e auxiliar empresários e empreendedores. E, essa semana nos chega a mais recente, vamos dizer assim, trapalhada: a dificuldade em trabalhar em equipe e escutar seus colegas da Prefeitura e os moradores do Bairro Mamonal, na resolução de um problema de fornecimento de água.
Aline detém títulos e tem curriculum, mas mostra-se incompetente para lidar com os cidadãos que compõem a democracia municipal para a qual ela trabalha – tanto com os mais humildes, quanto com os mais ricos. Ela entrava papéis, processos e favorece a burocracia morosa em lugar de abrir pontes de comunicação, celeridade e resolução. E se esconde atrás de justificativas técnicas, em lugar de ser eficiente e estender as mãos para a população – aquela que compõe a verdadeira democracia que ela não percebe ser e promotora do desenvolvimento que queremos para Itaúna.
Em compartilhamento no Facebook da FOLHA, no último sábado, a Aline afirmou que o assunto meio-ambiente é complicado e despachou sua opinião: “Bom, é um assunto complicado. E eu acho que tem pessoas que não estão acompanhando a atual situação do planeta, mudanças climáticas, extinção de fauna e flora. Ameaças ao planeta são muito piores do que há 25 anos, diz carta assinada por 15 mil cientistas. O documento faz balanço da situação atual da Terra e a evolução dos projetos para a sua preservação desde 1992”.
Pois bem, é bom que fique claro que estamos acompanhando sim a atual situação do planeta. E com muita atenção. O exposto pelos cientistas e as ameaças ao planeta e a extinção da fauna e flora são preocupantes, o que não quer dizer que não devamos encontrar um meio termo, pois não podemos viver em cima de árvores, como macacos e muito menos podemos destruir o que nos dá a vida... É apenas uma questão de equilíbrio em todos os sentidos, inclusive ao dar uma canetada.