Itaúna, 20 de janeiro de 2019

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05 de janeiro de 2019 às 07h00 - Atualizado: 12 de janeiro de 2019 às 11h55

Governabilidade

Ano novo, vida nova… A promessa é sempre essa, mas dar a volta por cima e consertar o que não deu certo, é uma tarefa que poucos conseguem. A expressão apregoada por todos na passagem de ano, serve também para os políticos, para os nossos administradores públicos, pois, em um momento em que novos rumos estão sendo dados na política nacional e estadual, pode-se buscar novas metas também em nível municipal. Itaúna, em se tratando de administração pública, vive nos últimos dois anos um cenário que não agrada a maioria da população. O prefeito, político experiente, não conseguiu cumprir até aqui as promessas de campanha, e por azar, é verdade, ainda não fez com que o seu governo faça a decolagem. Azar porque se deparou com uma crise em nível estadual, graças à irresponsabilidade de um governador petista, que entra para a história como o pior que Minas já viu. O Estado está falido e, consecutivamente, os municípios.
É fato que isto é o suficiente para que as administrações municipais fiquem emperradas e não consigam cumprir as metas necessárias para uma administração eficiente, cumpridora dos compromissos com a população e que mantenha os serviços funcionando com presteza. Mas, por outro lado, as condições adversas exigem que os administradores busquem alternativas e trabalhem para que a máquina pública funcione, apesar de tudo. E em nosso entendimento, em nossa Itaúna está faltando isso. O prefeito Neider, que considero bem intencionado, ao que parece, não está buscando alternativas que sejam eficazes para que a máquina trabalhe com a eficiência necessária. E não achamos que é somente porque os recursos estão escassos, falta também competência administrativa, e por culpa exclusivamente sua, pois quem montou o estafe do governo, foi ele.
Com esse pensamento, entendemos que chegou o momento do prefeito refletir sobre os seus dois anos de mandato e colocar em prática uma reforma administrativa que contemple a busca da eficiência de suas secretarias para que a cidade possa sentir que os serviços e as obras prementes serão executadas. Neider, independente dos compromissos políticos, precisa com urgência trocar secretários e assessores, e cobrar trabalho. O chororô de que o governo reteve recursos, que não conseguimos fazer isto ou aquilo, por isso, é desnecessário e já virou jargão para tentar justificar o que não foi feito e as promessas não cumpridas. Cabe ao prefeito arregaçar as mangas e executar o que é preciso para que a cidade obtenha ganho na qualidade de vida dos cidadãos. Terminar a ETE vai trazer ganhos, é uma obra conjunta de três administrações e vai gerar o ICMS ecológico. Terminar as duas creches também vai trazer qualidade de vida para as famílias de baixa renda, para as mães, que não têm onde deixar as crianças para trabalhar. Terminar o prédio da nova sede administrativa, em nossa opinião, é uma obrigação e precisa ser rápido, o município está pagando aluguel e os recursos para a obra estão disponíveis. Outra obra premente é a interligação no Morro do Engenho com a MG-431. O trecho é muito pequeno e a obra é de baixo custo. E só não tivemos um acidente no local ainda, por pura sorte. Enfim, o prefeito tem que fazer a sua administração funcionar. Isto é um fato incontestável e não adianta ficar com rodeios. Enxugar a máquina é outro ato mais que necessário.  
Concordamos que os repasses retidos pelo estado dificultaram em muito as ações, mas não há como ficar esperando “o bonde passar”. É preciso buscar alternativas para fazer a máquina funcionar com presteza. É fato também que o prefeito necessita de apoio, de ter um clima favorável, para ter a governabilidade, e o primeiro passo para isto foi dado com a eleição da nova Mesa da Câmara. Alexandre Campos, o presidente recém-empossado, já declarou que vai propiciar essa governabilidade no que depender do Legislativo. Então, cabe ao senhor prefeito juntar os cacos e buscar um clima de harmonia com os vereadores, independentemente de cor partidária e ou ideologia política. A cidade precisa avançar e a população cobra eficiência e obras. Como já afirmamos no editorial anterior, ambos têm nossa confiança, mas é preciso trabalho, e muito.