Itaúna, 13 de dezembro de 2018

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01 de setembro de 2018 às 07h00 - Atualizado: 08 de setembro de 2018 às 09h13

Estamos “encolhendo”.

E começam as eleições

Começaram ontem oficialmente as eleições deste ano, programadas para o dia 06 de outubro, quando vamos eleger presidente da república, senador, deputado federal, governador e deputado estadual. Itaúna, como já frisamos em editorial anterior, vai participar de forma, digamos, tímida. Apresenta quatro nomes da terra, um adotivo e outro que é natural de São Tiago, mas reside e fez sua vida familiar e profissional em Divinópolis, além de já trabalhar para Itaúna faz algum tempo. Seu nome é Domingos Sávio, que disputa a reeleição para deputado federal e tem apoio do grupo do ex-prefeito Osmando. Sávio busca uma votação mais expressiva na cidade, prometendo também um trabalho mais consistente e presente. O adotivo é Gustavo Mitre, que busca uma vaga na Assembleia Legislativa. É natural de Belo Horizonte, tem lastro familiar em Oliveira e reside em Itaúna, onde constituiu família e atua politicamente. Sempre fez política com o grupo de Osmando, desta vez tem o consentimento e o apoio de Neider e, parece, o de Osmando também. Segundo cálculos, ele tem chances reais no PSC, mas ainda precisa resolver sua situação de registro. Vai resolver, mas até aqui ainda depende disso. Alexandre Campos é itaunense, vereador, jovem e atuante, busca novos voos e quer construir uma carreira política. Entendemos que pode ser a melhor opção para Itaúna, mas tem uma missão difícil dentro do seu partido, é um excelente nome e tem futuro. O outro nome itaunense com alguma viabilidade é o de Marcinho Hakuna, para deputado federal. Vereador no segundo mandato e presidente da Câmara, Marcinho é atuante, está antenado e tem boa articulação. Pode surpreender, também tem uma missão difícil, mas coloca seu nome para o futuro. Os outros nomes para estadual e federal, em nossa opinião, fazem figuração e não têm nenhuma chance eleitoral. Porém, são nomes colocados e devem passar pela avaliação do eleitor Itaunense. Serão 36 dias de campanha, onde as propostas, a postura e o convencimento sustentado em sinceridade serão os principais trunfos dos candidatos. Mas com certeza será uma eleição em que a desconfiança do eleitor será o principal adversário, juntamente com a seletividade dos formadores de opinião. E uma desconfiança que pode se confirmar é a porcentagem alta de votos brancos e nulos, o que pode mudar o quadro das previsões dos cientistas políticos e das pesquisas. Esta é uma eleição diferente, obscura e que pode surpreender.
Mas, colocados os nomes dos que disputam os votos dos Itaunense e as nossas opiniões sobre o quadro eleitoral, superficialmente, vamos entrar em um assunto que interessa a todos nós, moradores de Itaúna. E que diretamente está ligado às eleições próximas. Precisamos acertar nossos votos, pois a situação de Itaúna começa a se tornar preocupante. E para revertermos o quadro que parece progredir para um final não desejado, passa pelas eleições. Precisamos de candidatos comprometidos com a cidade e seu futuro e em condições reais de trabalhar por ela, inclusive, pensando na construção da eleição municipal. Afirmamos isso porque é preocupante o resultado dos estudos feitos pelo IBGE e publicados essa semana. Como pode ser constatada em matéria publicada na página 09 desta edição, a população de Itaúna “encolheu”. Está diminuindo e já fomos ultrapassados por Pará de Minas. E outras cidades como Divinópolis e Itatiaiuçu, dentre outras da região, cresceram. Acompanhamos Itapecerica, Arcos e Camacho.
O que está acontecendo? A pergunta pode ser respondida sob vários prismas, mas a verdade é que não temos uma política de crescimento sustentado e nossos políticos ao longo das últimas décadas, em todas as esferas de poder, não se preocuparam em trabalhar para o desenvolvimento de um plano de trabalho para o futuro. Isto é evidente e não vai aí nenhuma vinculação com grupo político ou ideologia. Erramos ao avaliar e votar em pessoas que não tinham condição alguma de propor uma administração voltada para o planejamento, para o futuro. O Senhor Eugênio Pinto é o exemplo vivo disso. Cometemos uma “burrice”. Depois elegemos um prefeito para um quarto mandato. Um bom prefeito, é verdade, mas a repetição acaba por expor erros e leva à acomodação. E ao optar por uma mudança, votamos em confiança a um político experiente e com ideias boas, mas a realidade está mostrando que falta compromisso. Visão de futuro existe, mas o trabalho está emperrado e falta tato para a implementação de uma política voltada para que os jovens permaneçam na cidade e aqui atuem profissionalmente e constituam suas famílias. Vivemos uma evasão, porque não temos uma política de crescimento. Essa é a verdade, nua e crua. A culpa? Nossa, apesar do nível acadêmico e cultural alto, não aprendemos a votar com isenção, optando pela qualidade. Votamos com a paixão e com os olhos vendados.