Itaúna, 23 de outubro de 2017

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29 de julho de 2017 às 07h00 - Atualizado: 05 de agosto de 2017 às 09h22

SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS

Empresário é preso suspeito de desviar R$ 20 milhões

Força tarefa envolvendo 30 auditores e 36 policiais atuou em Itaúna, Contagem, Montes Claros e Belo Horizonte, na Operação Crime da Moda

Aconteceu na manhã da última quinta-feira, 27, em Itaúna, operação conjunta do Ministério Público (MP), Receita Estadual e Polícia Civil, para investigação de crimes de sonegação de impostos. A operação intitulada “Crime da Moda” é mais uma etapa de trabalho iniciado em 2013 com a Operação Concorrência Leal. O alvo em Itaúna foi a empresa Comércio Distribuidora Griff Ltda., com sede na Rua Noé da Anunciação Prado, 525, Bairro Universitário, que tem como proprietário o empresário Frank Roberto da Silva Ferreira, de 28 anos. As suspeitas são de que a Distribuidora Griff estaria intermediando simulação de transações comerciais com empresas de fachada ou com atividades paralisadas, algumas delas sediadas fora de Minas Gerais, possivelmente no Espírito Santo.
Na operação foram cumpridos 9 mandados de busca e apreensão em empresas e residências. Em Itaúna foram cumpridos mandados em 4 residências, sendo presas três pessoas. O empresário, Frank Roberto, sua namorada (TSRC, de 19 anos, por suspeita de que a mesma teria avisado o empresário da operação) e o idoso de 75 anos, GFN, por porte ilegal de armas, pois foi encontrado com ele um revólver calibre .32 sem a devida autorização de uso. Os demais mandados foram cumpridos em Contagem (na Ceasa), em Belo Horizonte e em Montes Claros, no Norte de Minas. Além da arma e de documentos e equipamentos presos em Itaúna, também foi apreendido um veículo Camaro, em poder de Frank.
As suspeitas são de que tenham sido sonegados cerca de R$ 20 milhões. Atuaram nesta operação, 30 servidores da Receita Estadual (auditores); 36 policiais civis, 2 delegados e 2 promotores de Justiça. A Operação “Crime da Moda” é desdobramento de ação iniciada em 2013, com a Operação Concorrência Leal, da Receita Estadual e da Operação Dono do Mundo, deflagrada em 2015, quando era responsável pelo Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Defesa da Ordem Econômica e Tributária, o promotor Fábio Galindo Silvestre, que posteriormente atuou no MP em Itaúna. Naquela ocasião foram presos três empresários de Contagem e Belo Horizonte, sendo que um deles foi detido em um hospital da capital. A suspeita à época era de crimes envolvendo R$ 300 milhões, com a participação da empresa Eco Mix, sucessora da distribuidora Space, todas do ramo de distribuição de alimentos.