Itaúna, 21 de setembro de 2018

Cadastro

07 de julho de 2018 às 07h00 - Atualizado: 14 de julho de 2018 às 11h05

ESTELIONATO

Empresário é preso acusado de aplicar golpe bancário

Dono da Lorena Transportes é acusado de desvio de cerca de R$ 3 milhões

O empresário Miguel Augusto de Oliveira e Nogueira, proprietário da Lorena Transportes, tradicional empresa itaunense, foi preso nesta semana por suspeita de estelionato em caso que envolve cifras em torno de R$ 3 milhões. O prejuízo estaria sendo aplicado em uma instituição financeira da cidade e a suspeita é de que existam mais envolvidos no golpe. Segundo o delegado titular da Polícia Civil de Itaúna, Jorge Antônio Pereira de Mello, sua equipe investigava uma denúncia de estelionato com as seguintes características: o empresário havia tomado empréstimo à instituição bancária e dado em garantia alguns veículos. Com o dinheiro levantado, também adquiriu outros veículos, que estariam alienados até que a dívida fosse quitada.
Porém, as peças destes veículos eram trocadas, permanecendo apenas o chassi registrado na negociação, onde era montado um veículo com peças velhas e praticamente inservíveis. O empréstimo não foi pago e, ao acionar o devedor, o banco descobriu que os veículos dados em garantia não valiam nada. Assim, foi feita a denúncia e, ao investigar o caso, a Polícia Civil encontrou, no local, um funcionário que estaria descaracterizando dois semirreboques. Ele e o empresário foram detidos e conduzidos à Delegacia, onde o funcionário colaborou com as investigações e esclareceu que agia a mando do patrão. Assim, o funcionário foi liberado e Miguel Augusto permaneceu preso, após ser autuado em flagrante.
Conforme o delegado, serão feitas novas investigações, pois existe suspeita da existência de um golpe arquitetado para que o empresário obtivesse vantagem ilícita no caso. Segundo o delegado, outras pessoas podem estar envolvidas, pois há indícios de ocultação de patrimônio, com utilização de “laranjas”. Serão ouvidas outras pessoas e a expectativa da polícia é de produzir provas que demonstrem a amplitude do caso, que pode ultrapassar os R$ 3 milhões, até agora levantados.