Itaúna, 21 de maio de 2018

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05 de maio de 2018 às 08h00 - Atualizado: 12 de maio de 2018 às 09h57

Empresa de Itaúna envolvida em fraude de peças

Ação conjunta da Polícia Federal, Civil e Rodoviária Federal cumpre mandados de prisão, busca e apreensão e seis cidades de Minas

Em uma ação da Força Integrada de combate ao Crime Organizado (FICCO), realizada na manhã desta sexta-feira, 4, foi preso em Ibirité o proprietário de uma oficina elétrica, de lanternagem e mecânica de Itaúna, localizada na Avenida Jove Soares, 53. A Operação Lombada, coordenada pela Polícia Federal e integrada pelas polícias Civil e Rodoviária Federal, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em seis cidades de Minas Gerais, além de Ibirité, Itaúna, Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Contagem e Timóteo. Os mandados envolviam tráfico de armas, furto/roubo e adulteração de chassi de veículos automotores para revenda e a contrafação de peças automotivas de reposição (embreagens e amortecedores).
Segundo Boletim de Ocorrência fornecido pela Polícia Civil de Itaúna, o dono da oficina na cidade é Helbert Balduíno França, que está preso na capital. De acordo com as testemunhas que estavam na empresa, o proprietário não ficava muito tempo no local, permanecendo em Ibirité e vindo a Itaúna ocasionalmente para recolher dinheiro e dar ordens. Na oficina foram apreendidos um Fusca placas GMM-5707, acessórios e peças de veículos e um chassi (possivelmente do Fusca). O telefone de Helbert e demais envolvidos foi grampeado e pelos diálogos foi possível realizar a prisão. Helbert ainda teria uma oficina de desmanche de carros em Ibirité, onde foi apreendido um Escort placas HGO-5640, com sinais de adulteração e com queixa de roubo.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados judiciais de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 17 de busca e apreensão. Foram identificados três grupos criminosos após seis meses de investigação. Um era responsável pelo tráfico de armas; outro por furto/roubo e posterior adulteração de chassi de veículos para revenda; e o último por contrafação de peças de reposição automotiva.
As investigações revelaram que as peças também eram vendidas em outros estados. Os criminosos que falsificavam as peças automotivas compravam amortecedores sucateados e, após sua limpeza e pintura, colocava-os em caixas e fixavam selos dos fabricantes, vendendo-os como se fossem novos.