Itaúna, 24 de outubro de 2017

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30 de setembro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 07 de outubro de 2017 às 10h16

TERCEIRIZAÇÃO DO LIXO

Custo do lixo por tonelada fica muito mais caro

Na terça-feira, 26, o jornalista e ex-gerente de resíduos do SAAE, Sérgio Cunha, compareceu à Câmara para contestar informações repassadas pelo diretor do SAAE, Samuel Nunes, sobre os custos da coleta do lixo em Itaúna. Segundo Sérgio Cunha, a maneira de contratar o serviço, pagando por tonelada, faz com que o serviço fique mais caro. Segundo ele, na administração passada era feito o recolhimento de cerca de 1.500 toneladas de lixo mensalmente, com o custo máximo de R$ 205 mil. Inclusive neste ano, até o mês de maio, os valores não eram muito diferentes. Com o novo contrato, recolhendo 1.500 toneladas o valor vai passar de R$ 336 mil, já que o valor da tonelada contratada é de R$ 224,37.
Na apresentação do diretor do SAAE, Samuel Nunes, feita na Câmara, no mês passado, foi apresentada informação sobre pagamento de recolhimento de 1.160 toneladas apenas. Sérgio Cunha apresentou a seguinte conta para contestar esses números: “são 5 caminhões com capacidade de 15 toneladas cada, fazendo uma viagem por dia. Com uma carga média de 12 toneladas (menos que isto é prejuízo e seria melhor diminuir o número de caminhões), dá 60 toneladas de lixo/dia. São 26 dias trabalhados por mês. Isso dá 1.560 toneladas”, arrematou.
Já em relação ao aterro sanitário, disse o jornalista estranhar o porquê de um serviço que hoje custa R$ 70 mil, custar mais de R$ 150 mil, conforme propõe a estimativa de preço do edital licitatório. Em relação à polêmica sobre a licença vencida e os riscos de se “fechar o aterro”, pela falta do documento, conforme alertou Samuel Nunes, o ex-gerente de resíduos disse achar graça da informação. Informou que a licença do aterro venceu em 2012 e não foi pedida a renovação. Em 2013 e início de 2014 foi refeito o processo de licenciamento e pedida a nova licença em julho daquele ano.
“O processo de licenciamento está na Supram, e por isso não há as tais condicionantes que alegam, pois ainda não apresentaram resposta sobre o pedido (isto, até o mês passado, pelo que se sabe). Só após esta análise é que apresentam as condicionantes – se existirem – para conceder a licença”, completou. Ao final da apresentação, o vereador Alexandre Campos informou que vai anexar os dados à representação feita junto ao Ministério Público, pedindo a investigação sobre o processo de terceirização.