Itaúna, 19 de novembro de 2017

Cadastro

04 de novembro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 11 de novembro de 2017 às 10h15

Crime cometido por ciganos na “Prainha” é desvendado

Ministério Público e 4ª DHPP localizam acusados e esclarecem detalhes do crime

Nilson Costa e os filhos Cristiano e Luciana Costa são acusados de premeditar e matar Geiziane Matos em bar na “Prainha”

O promotor de Justiça, Rodrigo Bragança, informou à reportagem da FOLHA os detalhes do crime que culminou com a morte de Geiziane Fernanda da Silva Matos e ainda feriu Helenice Doroteia Maciel de Oliveira, que estava no local do crime, Prainha´s Bar, em 20 de junho de 2014. Os crime foi desvendado pela ação da 4ª Delegacia Especializada em Investigações de Homicídios/Leste, sob o comando do delegado Emerson Crispim de Morais, com os investigadores Paulo Henrique e Cleonice, em parceria com o Ministério Público, coordenado pelo promotor Rodrigo Bragança de Queiroz. Consta que motivados pelo sentimento de vingança, por Geiziane estar mantendo relacionamento amoroso com Anderson Costa, o que não estava sendo aprovado por sua família, de etnia cigana, o pai, Nilson, e os irmãos de Anderson, Cristiano e Luciana premeditaram o crime.
No dia do crime, Luciana chegou ao bar, no intuito de indicar aos executores, quem deveria ser morta. Após a identificação do alvo, Cristiano e Nilson atiraram na vítima, fugindo em seguida. Ainda, antes de fugir, Luciana impediu que uma testemunha do fato acionasse a polícia e o SAMU, arrancando-lhe das mãos o aparelho de telefone celular. Em seguida, fugiram do local. Pai e filho ainda chegaram a ser detidos, mas foram liberados por falta da lavratura de flagrante na Depol. Determinado a localizar, desvendar o crime e prender os suspeitos, o promotor Rodrigo Bragança acionou a Polícia Civil, com a equipe do delegado Emerson assumindo o caso.
Após exaustivo trabalho investigativo, inclusive com interceptação de telefonemas entre os réus, foram presos Nilson e o filho, Cristiano, em Quissamã, no Rio de Janeiro, a 630 km de Itaúna, no dia 15 de setembro. E a terceira envolvida, Luciana, foi localizada e presa no dia 30/10, segunda-feira, em Cabreúva, São Paulo, distante 565 km de Itaúna. Nilson já tinha registro policial, por homicídio, cometido no Paraná, e falsa documentação, em São Paulo.
Anderson, após o ocorrido, morreu vítima de homicídio, na cidade de Divinópolis. Nilson está preso na Penitenciária Dutra Ladeira e seu filho, Cristiano, na “José Martinho Drumond”, ambas em Ribeirão das Neves. Luciana foi recolhida ao presídio feminino de Bicas II, em São Joaquim de Bicas.
Os réus estão à disposição da Justiça, já que tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz Paulo Antônio de Carvalho. A expectativa do Ministério Público é de que, condenados, os réus sejam apenados, em média, a 20 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Luciana responderá como facilitadora do crime, na condição de cúmplice.