Itaúna, 13 de novembro de 2018

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08 de setembro de 2018 às 07h00 - Atualizado: 08 de setembro de 2018 às 09h13

IDEB

Brasil fracassa e Itaúna não foge à regra no ensino médio

Apenas os níveis iniciais conseguiram manter a média acima da meta proposta para 2017

Na segunda-feira, dia 3, foram divulgadas as notas do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) no Brasil, que podem ser consultadas em nível nacional, por estado, por município e até por escola, acessando o site http://ideb.inep.gov.br/resultado/home.seam. O resultado, em todo o Brasil, para a rede pública de ensino foi muito fraco nos níveis fundamental 2 (que envolvem alunos do 8º e 9º anos) e ensino médio (são avaliados os alunos do 3º ano). Para se chegar à nota do IDEB são avaliadas as aprovações e aplicadas provas de português e matemática para os alunos. Itaúna mais uma vez ficou bem – como boa parte da rede escolar nacional – quando se avaliou o nível fundamental 1, que envolve alunos do 4º e 5º ano. O Brasil tinha meta de alcançar 5,5 pontos neste nível e a grande maioria dos municípios ultrapassou essa meta. Itaúna teve média 7,4, sendo que as escolas municipais chegaram a 7,5 neste nível, cumprindo com sobras. Para se ter ideia, a meta para 2021 é de 7,1.
Já quando se trata do nível fundamental 2 (para alunos do 8º e 9º anos) e ensino médio, o Brasil fracassou e Itaúna não foi exceção à regra. Para o nível fundamental 2, a média nacional a ser batida era de 5 pontos. Itaúna cumpriu a meta, “raspando”: fez 5.1, isto porque as escolas da rede estadual “ajudaram”. Se dependesse das notas só das escolas municipais, teríamos ficado com nota 4,5. Assim, na média ficamos 0,1 acima da meta. Porém, o resultado mais desastroso foi mesmo o relativo ao ensino médio. Se a meta era de 4,7, Itaúna não alcançou nem 4 pontos, ficando com 3,9 ou seja, 0,8 pontos abaixo do projetado, demonstrando que é preciso melhorar muito nos próximos anos.
O IDEB é divulgado nos anos pares, após ter sido realizado nos anos ímpares, portanto a próxima avaliação acontecerá em 2019, sendo o resultado divulgado em 2020. A expectativa e esperança é que os números apresentem melhoras. Caso contrário, com certeza, os números da violência urbana apresentarão crescimento.