Itaúna, 26 de setembro de 2018

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10 de março de 2018 às 07h00 - Atualizado: 10 de março de 2018 às 10h22

INCHAÇO NA PREFEITURA

Aumento na folha da Prefeitura foi de 10 milhões de reais

Valor anual pulou de 88 para 104 milhões de reais. Tribunal de Contas pode questionar limite prudencial ultrapassado e cobrar demissão de comissionados

Os compromissos de campanha com aliados, estão obrigando o inchaço da Prefeitura

Um dos principais argumentos do prefeito Neider Moreira, quando em campanha, era de que a Prefeitura estava “inchada” e que seria necessário fazer um enxugamento da folha salarial. Mas, ao assumir o Município, o prefeito está agindo justamente no caminho contrário ao discurso e, no primeiro ano já ultrapassou o limite prudencial apregoado pela legislação, aumentando em quase 8% o gasto com o pagamento de salários. Isso, excluindo da conta o aumento concedido aos servidores. Em 2017 o reajuste dos servidores foi de 7,5% mas o gasto com a folha salarial subiu quase 16%, apontando um aumento nas despesas em cerca de 8%.
Esses números foram apresentados na prestação de contas feita em audiência pública da Secretaria de Finanças, referente às despesas de 2017. Conforme os dados, em 2016 o gasto com a folha ficou em torno de R$ 88 milhões. Já em 2017 esse valor subiu para R$ 104 milhões, ou seja, R$ 16 milhões de acréscimo, o que representa 15,38%. Como o reajuste foi de 7,5%, mantida a proporção do ano anterior (que o prefeito criticava como “inchada”), a folha deveria chegar a R$ 94,6 milhões. Como o gasto com a folha foi de mais de R$ 104 milhões, ocorreu um aumento de mais de R$ 9 milhões, o que representa ampliação do “inchaço”.
Porém, o mais grave da questão é que, com esses valores a folha ultrapassou o limite prudencial de 51,30% - chegou a 51,54% - e isso pode gerar ação do Tribunal de Contas do Estado, para que seja iniciado processo de demissões na Prefeitura, a partir dos cargos comissionados. Como isso traria desgaste político, conforme opinião de analistas, estão sendo realizadas as terceirizações de alguns setores, o que elimina os salários dos funcionários destas áreas, de constar no total de gastos com a folha.