Itaúna, 21 de setembro de 2018

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07 de julho de 2018 às 07h00 - Atualizado: 14 de julho de 2018 às 11h05

Agora, todos os gatos são pardos

A partir de agora todos os gatos são pardos. As eleições do próximo dia 7 de outubro, quando iremos escolher presidente, senador, governador, deputado federal e deputado estadual já começaram nos bastidores e as pré-candidaturas assim como suas formalizações dentro dos partidos, já estão gerando especulações, acertos, previsões e também atritos por causa do peculiar mau caráter de alguns que militam no meio político. Em Itaúna a eleição já começa a ganhar contornos de disputa e expõe a situação de cada pré-candidato em relação a apoios, “coligações” com outros candidatos e busca de espaço na cidade. Nos bastidores falam em pelo menos 8 candidatos a deputado estadual e no mínimo 6 para federal. Isso sem contar os paraquedistas que desta vez terão algum espaço, pois o prefeito, por exemplo, tem compromisso com um deles, o deputado Agostinho Patrus, que é quem vem dando cobertura aos pedidos do prefeito em nível estadual, inclusive, abrigando aliados.
O que é indiscutível é que todas as pré-candidaturas propostas são legítimas. Estamos em um país democrático, onde os direitos civis são garantidos constitucionalmente e assim, todo cidadão é igual perante a lei e os direitos, podendo pleitear, portanto, um cargo público, colocando seu nome para a apreciação do cidadão eleitor. Assim, não vejo até aqui nenhum problema com os nomes colocados, mas é preciso que o bom senso já observado, prevaleça, e cabe ao eleitor escolher com critério e pensando sempre na cidade, relegando em segundo plano as buscas e os interesses pessoais de alguns pretendentes. Dos nomes colocados até o momento, em nossa opinião, três têm condições de trabalhar em prol do município, visando melhorias juntos aos governos federal e estadual. E, talvez, no máximo quatro têm condições reais de defender os interesses itaunenses, os outros, estão buscando espaço por vaidade, por interesses pessoais ou apenas por interesses políticos.
E é pensando nisso que o Itaunense deve fazer suas escolhas. Sinto-me muito à vontade para falar sobre o tema, pois, além de conhecer a realidade política itaunense, suas principais peças e seus interesses, posso afirmar que precisamos de forma aberta e lúcida, buscar recompor nossa representatividade nos níveis federal e estadual e para isso a opção tem que ser acertada para não acabar em frustração. Com esse pensamento, se analisarmos os nomes colocados até aqui, poucos, muito poucos, conhecem Itaúna, seus problemas, pontos positivos e suas necessidades. E o mais importante, poucos, mas poucos mesmo, sabem transitar no meio político para conseguir buscar benefícios e solução para os impasses.
Assim, antes de tudo, o itaunense precisa pensar de forma bairrista, escolher com a propositura de estar viabilizando a representação de Itaúna na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. E aí, posso afirmar, e de forma muito à vontade, que temos dois nomes: o de Alexandre Campos para a Câmara Federal e o de Osmando Pereira, para a Assembleia. Você deve estar se perguntando, o porquê de eu estar defendendo o nome de Osmando, um político que critiquei durante anos e do qual nunca fui aliado. Pois bem, se defendi Neider como nosso representante na Assembleia, defendo o nome de Osmando por um motivo lógico: é o único que conhece nossas necessidades, que vivenciou os nossos problemas como Chefe do Executivo e que será capaz de buscar junto aos governantes, soluções para os gargalos que precisam ser dissipados para que Itaúna avance. Se na Assembleia precisamos de um representante experiente, para a Câmara dos Deputados, precisamos de alguém jovem, novo na política, mas com conhecimento da realidade política e administrativa de Itaúna, e esse nome é o de Alexandre Campos, atual vereador. Ele tem trânsito, é articulado politicamente, e o mais importante, é itaunense. Essa é a minha opinião, dentre os nomes colocados. O que não quer dizer que os outros nomes não tenham sua importância política. O nome do vereador Marcinho Hakuna, por exemplo, que está colocado como pré-candidato a deputado estadual, não pode ser descartado, mas ainda não é o momento. Ele tem um papel local a ser feito e seu nome encaixaria muito bem em qualquer candidatura a vice nas próximas eleições municipais. Ele, inclusive, não pode correr o risco de se queimar. O nome que entendo fora do propósito itaunense é o de Gustavo Mitre. Moço inteligente, mas que já teve suas oportunidades. Apesar de não ser itaunense, reside aqui e tem negócios no setor de comunicação na cidade. Nos bastidores, é dado como certa que a sua candidatura a deputado federal, terá o apoio do prefeito Neider, de quem foi inimigo durante anos. No momento, é tudo apenas jogo de interesse, mais nada. Gustavo é de família de Oliveira e tem parentes ligados a Aécio Neves, desde jovem Mitre foi colega de Aécio, no meio político e na última eleição foi vice de Osmando. Mudou de lado por interesse político. E só. Não tem nada a oferecer a Itaúna, e o pior, no momento tenta convencer Osmando a desistir da candidatura para tentar uma vaga na Assembleia. Aliou-se a Neider, para tentar viabilizar a sua candidatura, e essa semana afirmou que não quer confusão com ninguém e quer ficar “numa boa com todos, com Neider, Osmando e Faiçal”. Não entendi. Alguém pode me dizer quem é o reitor da UIT na ordem geral das coisas, quando o assunto é a política Itaunense? É outro forasteiro, como o próprio Gustavo.
O resumo das opiniões acima é que Itaúna, desta vez, só não vai retomar sua representatividade na Assembleia e na Câmara Federal se não quiser e se as vaidades não forem superadas. Defendo que tudo é possível, quando a coerência, a calma e os interesses pessoais são observados. Precisamos todos, pensar em Itaúna. E como já afirmado, a partir de agora, “todos os gatos são pardos”.