Itaúna, 21 de setembro de 2017

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02 de setembro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 15 de setembro de 2017 às 15h31

“No mundo da lua”

Chega à informação de que o nosso ilustre prefeito, o meu amigo Neider Moreira, teria afirmado que: “o jornal Folha do Povo não é lido...”. Fez isso porque foi alertado de que o jornal está publicando as verdades sobre o dia a dia de sua administração de forma contundente e também está dando a sua opinião nos editoriais. A informação chegou através de um amigo comum, em quem confiamos, então é verdade. Ele fez mesmo à afirmativa. Isso nos surpreende pelo fato de durante mais de 14 anos o jornal ter dado suporte político ao atual prefeito, então vereador e deputado e ter sido considerado por ele um jornal combativo, respeitado pela comunidade e de credibilidade. Ou seja, a conclusão a que chegamos é que já que ele não está mais no centro das atenções no jornal, à publicação deixou de ter valia, para ele, e isso é evidente. É tipo a velha máxima: “se não posso alcançar aquela fruta no alto do pé, digo que ela está podre...”.
Mas vamos ao que interessa: a semana mais uma vez foi marcada pelos desastres políticos protagonizados pelo nosso prefeito e sua equipe. A primeira situação que merece registro e comentário foi a reunião do chefe do Executivo com os vereadores. Uma reunião forçada e agendada pelo secretário de Governo, Alisson Diego, o ex-prefeito de Itaguara, agora intermediador político em Itaúna. As informações de alguns vereadores são de que a reunião, que tinha a intenção de aproximar os vereadores da administração, haja vista que o relacionamento político está péssimo, só serviu para piorar as coisas, devido à postura do prefeito, que não desce do pedestal e continua achando que faz o melhor governo que Itaúna já viu, e afirma isso perante todos, inclusive afirmando aos interlocutores contrários que esses não residem em Itaúna. Aí, ouviu da vereadora Gláucia Santiago algumas verdades e tentou atacar a FOLHA e seu editor, sendo rebatido por alguns vereadores. Em resumo, a reunião que deveria ser conciliadora e de aproximação, piorou a situação, mas mostrou por outro lado que a base aliada, mesmo com algumas insatisfações, continua coesa, pelo menos até que os interesses sejam contrariados.
Na esteira das besteiras políticas, como aconteceu na feirinha do Zé Flávio há algumas semanas, o prefeito foi vaiado na abertura dos Jogos Escolares, na última terça-feira, reflexo da insatisfação com o seu governo. E podemos afirmar sem susto: a insatisfação é generalizada. E residimos aqui e sabemos o porquê de estarmos afirmando isso, pois, conhecemos também os meandros políticos itaunense e os interesses da comunidade num todo. Como afirmamos no editorial passado, o prefeito peca primeiro pela arrogância, depois por não admitir que errou ao escolher sua assessoria no primeiro e segundo escalões, um desastre total, não salva um. Melhor, salva-se um. Ou no máximo dois. Soma-se a isso, o fato de que o desconhecimento das áreas afins, leva a erros contínuos em todas as áreas. Por exemplo, essa semana as críticas foram inúmeras ao fato do setor de meio-ambiente estar plantando grama nos jardins da Praça da Matriz. Não somos entendedores, mas pessoas que conhecem, explicaram que é dinheiro jogado fora, pois não é o momento e estão plantando errado. Deveriam esperar o período chuvoso, e antes de plantar, trabalhar a terra. Parece uma coisa boba, mas é mais dinheiro jogado pelo ralo. As estradas rurais, como já citado no editorial passado, estão em estado de calamidade, motivo, as pessoas que estão à frente do serviço não conhecem do setor, não tem expertise na área.
Anunciaram em release essa semana a possibilidade de algumas indústrias se instalarem em Itaúna, inclusive, uma comitiva foi até o interior de São Paulo para prospectar e fazer um trabalho de Relações Públicas, (oficializar convites) e quem está falando nas redes sociais sobre o assunto é o presidente da Câmara, o Senhor Pinto, como se fosse ele o próprio chefe do Executivo, inclusive, afirma que em breve teremos boas notícias. Duvidamos, só vendo mesmo, pois, como Itaúna, mais de 6 mil cidades Brasil afora também estão fazendo propostas e oficializando convites. Conhecemos a sistemática e o protocolo. Pode até acontecer, mas é muito difícil... Sobre isso, qualquer coisa que se fale nas redes sociais, é propaganda enganosa. Estão vendendo sonho, enganando o povo. E mais, ele, o Senhor Pinto, não deveria nem estar lá, e muito menos falando sobre instalação de indústria, deveria é estar preocupado em legislar sobre o tema, e não estar fazendo o papel que não lhe é devido.
As coisas estão literalmente de “pernas para o ar”... E tudo, já é quase uma piada. E por falar em piada, nem vamos entrar no mérito do decreto de número 6.592, de 25 de agosto, que trata de ponto facultativo na sexta-feira, dia 8. O assunto foi explorado no decorrer da semana e virou motivo de muita chacota nas redes sociais. Houve um equívoco funcional por causa do hábito errado do (ctrl C – ctrl V). Mas o que achamos mais grave no ocorrido é o fato dos secretários e o prefeito estarem assinando documentos sem ler. E mais grave ainda é a assessoria de imprensa, publicar sem revisar. Vamos repetir, se não tiver com o zap na manga...