Itaúna, 19 de abril de 2019

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09 de fevereiro de 2019 às 07h00 - Atualizado: 16 de fevereiro de 2019 às 10h11

BARRAGENS DE REJEITOS/ARCELORMITTAL

“Evacuação preventiva”

Moradores do Distrito Pinheiros foram retirados de suas casas por medida de precaução

Após acompanhar o drama vivido pelos envolvidos no rompimento de uma barragem na vizinha cidade de Brumadinho, moradores da comunidade de Pinheiros, da cidade de Itatiaiuçu, também foram atingidos pelo medo de ver “tudo perdido”, como afirmou uma moradora a uma emissora de rádio da capital. Isso porque na noite de quinta-feira e madrugada de sexta-feira, 7 e 8 de fevereiro, as famílias de 52 residências foram retiradas do local. Segundo as informações obtidas pela FOLHA, a medida foi tomada em caráter preventivo, com a mudança de classificação de segurança da barragem Mina Serra Azul, da empresa ArcelorMittal. Ao constatar a mudança de nível de segurança de 1 para 2, a direção da empresa, em consonância com as autoridades do setor, decidiu evacuar a “área de mancha” de alcance dos rejeitos, caso ocorra um rompimento.
Falando à imprensa, no início da tarde de sexta-feira, 8, o presidente da empresa, Sebastião Costa Filho, acompanhado do gerente-geral de Serviços Técnicos, Cláudio Reis, informou que a medida foi “por precaução, preventiva”. Disse que “logo que recebemos as informações da nova classificação, mudança de nível 1 para nível 2, decidimos por evacuar a área. Isto por questão conservadora da empresa, pois nossa proposta é garantir total segurança a funcionários e moradores”, disse. A mudança de nível, segundo os representantes da empresa, se deveu por questões técnicas, geológicas, e afirmaram que toda a estrutura está garantida, sem problemas.
A barragem Mina Serra Azul tem 90 metros de altura e comporta 5,2 milhões de metros cúbicos de rejeito. Estão hospedados no hotel Ibis, em Itaúna, 54 pessoas e outras faziam cadastro na empresa para receberem o mesmo tratamento, ainda na tarde de ontem. Segundo a direção da empresa, são cerca de 100 pessoas (a divulgação na imprensa da capital informava cerca de 200). Ainda conforme o dirigente da ArcelorMittal, os 343 funcionários estão parados e que “não haverá prejuízos para ninguém. Nem para os servidores, que receberão como se estivessem trabalhando e os moradores da região”. Para esses últimos, Sebastião Costa Filho disse que a empresa vai atender suas reivindicações, até mesmo adquirindo seus imóveis, caso desejem mudar do local.