Itaúna, 21 de abril de 2019

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01 de março de 2014 às 00h00

Quo Vadis?

Não me considero apto a dizer se a administração Osmando Pereira está indo bem ou não. Para isto, seria necessário me debruçar sobre o que foi realizado e sobre o cotidiano dos números, de forma rigorosa. É uma tarefa complexa, que não domino.

Acidentes de percurso são lamentáveis, mas acontecem. Erros eventuais fazem parte da realidade, ainda mais quando ela é uma caixinha de surpresas, como a realidade brasileira. Entretanto, se não me considero apto a dizer a quantas anda a nova administração, posso dizer que, bem ou mal, ela está indo numa direção improvisada e especulativa.

Ao comemorar os já distantes 100 dias, o prefeito encerrou o seu editorial numa revista digital, com a seguinte frase:

“Estamos trabalhando para que Itaúna seja novamente um lugar de oportunidades para todos que querem fazer daqui um lugar melhor.”

Não vou reclamar da falta de vírgulas nesse momento de contensões, mas, o que o prefeito quis dizer com isso?

Se você quiser fazer de Viena um lugar melhor, terá feito uma péssima escolha, pois ela já é considerada uma das melhores cidades do mundo para se viver: as oportunidades de melhorá-la são poucas.

Itaúna não é um paraiso e nem um caso que justifique a abertura de oportunidades a qualquer preço.

Penso que a frase do prefeito não respondeu, mas é fundamental perguntar: melhor para quem?   

Uma cidade cheia de oportunidades para criminosos será péssima para os honestos, se melhor para os skatistas, será perigosa para os idosos. Enfim, na frase de Osmando faltou o objeto direto.

E esse é o ponto chave no presente itaunense: no discurso e nas ações da administração central faltam objetivos mais bem definidos e cristalinos.

Arquiteto e urbanista

 

Sérgio Machado - Sérgio Machado

Arquiteto e  professor da Faculdade  de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Itaúna

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