Itaúna, 20 de outubro de 2018

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06 de janeiro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 27 de janeiro de 2018 às 10h20

Promessas engavetadas

Plano de governo ou promessas de campanha, como sempre, em um país onde os políticos não podem ser levados a sério, são meras peças de ficção que servem para embromar o eleitor, que mesmo sabendo que está sendo ‘enrolado’, vai para a urna e aperta o confirma em nomes que tem melhor poder de convencimento, mais recursos para investir em marketing eleitoral e/ou prometem tudo. E, dessa vez, não foi diferente em Itaúna, mesmo sendo o candidato vencedor um homem com formação humanística e acadêmica sólidas, e profundo conhecedor dos problemas do município, devido à sua atuação política. Após um ano de governo, o que se consegue palpar da administração do Dr. Neider Moreira são algumas ações pontuais na área de saúde, muito discretas na verdade, e mais nada. Mesmo que em campanha publicitária as afirmativas sejam outras e mostrem uma Itaúna sem problemas com a Educação, Saúde, Assistência Social, dentre outras áreas, em perfeito funcionamento.
Como mostra nossa chamada de capa (veja matéria, página 05), Neider não conseguiu cumprir praticamente nada do seu plano de governo e, suas promessas, repetidas incansavelmente nos discursos, programas de rádio e tv e reuniões direcionadas com empresários, lideranças de bairros, etc., também não foram efetivadas. A conclusão que se chega é a de que Neider não conseguiu alavancar o seu governo, ou em outro flanco, não se preocupou com os compromissos assumidos publicamente depois que se elegeu. As justificativas podem ser de que não há dinheiro, de que se estava colocando a casa em ordem, que se estava familiarizando com a situação encontrada ou que se está implantando um novo estilo. Mas nenhuma delas justifica o fato de não ter cumprido o que foi prometido. Pois se sabiam que não era possível fazer, porque então prometeram? É a velha certeza de que se pode brincar com o povo, porque ele sempre esquece. É a certeza da impunidade.
Temos, todos, muito a lamentar. O povão, aquele que mais precisa, com certeza está lamentando muito mais, uma vez que acreditou nas promessas e votou no que foi anunciado como mudança, já que o governo anterior estava no seu quarto mandato e... “já tinha dado o que tinha pra dar”. A realidade agora se mostra inversa, pois não houve nenhuma mudança palpável e as que ocorreram não mostraram ainda porque vieram, pois, não mostraram eficácia e além de não melhorarem o dia a dia do cidadão ainda o complica em muitos casos. Basta citar a tal secretaria de Regulação Urbana, que é hoje um entrave ao emprego, à renda e ao desenvolvimento urbano. Na área da assistência social, o secretário só faz política pessoal visando popularidade futura na busca de uma eleição. As ruas estão cheias de pedintes, e os moradores de rua já residem embaixo das marquises, inclusive, nas marquises de prédios oficiais, no caso da prefeitura. As estradas rurais estão literalmente detonadas, porque não há gente competente para executar os serviços de manutenção, essa semana elas foram motivo de críticas de uma vereadora nas redes sociais.
Até o momento, não se percebe um planejamento do governo. Um plano de trabalho. Um vereador que tem se mostrado independente, nos disse essa semana que em sua opinião, o prefeito Neider só pode ter ‘uma carta na manga’, pois se não tiver, seu governo está fadado ao fracasso. Concordamos com o vereador, não no que se refere ao fadado fracasso, porque não acreditamos em ‘carta na manga’. Em nossa opinião, Neider está fazendo a política de sempre, a política do ‘arroz com feijão’ e vai, no último ano de governo, apresentar um ‘pacote de bondade’, com asfaltamento de ruas, inauguração de pequenas obras e relatório com ações, para tentar convencer o eleitor a lhe dar a reeleição. E pode conseguir, porque o povo esquece fácil. Tem aprendido algumas lições com as ações da operação lava-jato, impeachment de presidente, prisão de políticos, mas ainda cai na lábia de alguns... Aqui na terrinha de Borba Gato, vamos esperar pra ver...

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