Itaúna, 28 de junho de 2017

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21 de março de 2015 às 00h00 - Atualizado: 21 de março de 2015 às 10h07

Prefeitura em apuros. Últimos prefeitos “quebraram” o Município

Enquanto o prefeito se preocupa em ir para a TV que ele paga e manda distribuir release atacando a imprensa que ela chama de oposicionista, para tentar justificar que não tem nada de errado no processo administrativo que anexou área a lote da irmã de sua mulher no bairro Piedade, assunto levado a público na Câmara pela própria cunhada dele, visando um contra ataque ao pedido de informação do vereador Márcio Hakuna, que quer saber o porquê do privilégio à cunhada, se é que houve esse privilégio, a situação na Prefeitura começa a chegar ao limite e sua administração parece entrar em um túnel sem saída. Informações vindas da própria Prefeitura, indicam que a administração osmandista já não consegue pagar em dia os fornecedores e as contas já chegam a 53 dias em média de atraso. Nos corredores do prédio de número 538 da Dr. Augusto, o burburinho é o de que a partir de junho a arrecadação dará no máximo para pagar a folha de pagamento, isso graças ao inchaço da máquina promovida pelo prefeito, por causa dos compromissos políticos e a maneira retrógrada de governar. Soma-se a isso a situação política, Itaúna não tem representantes no Congresso e na Assembleia e rema contra a maré no governo federal e no estadual.

Estamos mesmo em uma situação delicada e não conseguimos ver uma saída a curto prazo, principalmente por não acreditarmos que o Senhor prefeito seja capaz de dar novos rumos para a sua administração, devido principalmente às amarras políticas e à falta de capacidade administrativa, consequência do modelo antiquado e obsoleto. Itaúna não vive mais as décadas de 80 e 90 e a realidade é muito diferente, com bairros distantes que tem vida própria e uma população que exige o funcionamento adequado dos serviços essenciais e a qualidade dos serviços pelos quais ela paga através de impostos. Infelizmente o itaunense está sem os dois, ou pelo menos, não os tem com qualidade de presteza. Para se ter uma ideia do caos vivido pela população basta entrar em um carro e dar uma volta pela periferia da cidade em bairros como o Vitória, Murilo Gonçalves, Três Marias, Itaunense e o Santa Edwiges, (Conjunto Hidelbrando Canabrava), todos estão em “petição de miséria”, em estado deplorável. Em nosso tour feito aos domingos pela manhã, temos observado que há um estado de abandono total dos nossos bairros, com logradouros cheios de mato, onde os passeios estão tomados e o transeunte é obrigado a disputar espaço com os veículos, postes com lâmpadas queimadas ou quebradas já aparecem e a sujeira é incontestável.

Qual seria a resposta justificável para esse estado de abandono? A falta de vontade política, o caos administrativo imposto pelo excesso de acordos políticos e o consequente inchaço da máquina ou a repetição de mandato do prefeito que já não tem mais prazer em administrar a cidade e a entregou aos seus auxiliares? Seja qual for ela é preciso uma revisão urgente dos rumos administrativos e políticos do município para que ele não entre num estado total de inércia prejudicando mais ainda a população.

As contas públicas mostram que Itaúna está falida e a arrecadação já não é suficiente para proporcionar investimentos em infraestrutura e melhoria dos serviços públicos. A cidade só tem como opção empréstimos e financiamentos quando se propõe a fazer obras de mobilidade urbana, mesmo que sejam pequenas, caso de recuperação asfáltica. Mas já não temos tanta capacidade de endividamento e não temos o aval político para buscar recursos e isso resume os nossos próximos anos. Não vamos ter grandes obras urbanas e a inércia vai continuar prevalecendo, vamos mal mal conseguir pagar as nossas contas diárias provenientes dos serviços, as nossas principais avenidas continuarão com trechos sem urbanização e nossos bairros sem os serviços prestados de forma satisfatória.

O resumo da ópera é o de que Osmando, que em seu jingle de campanha destacou que “Eu sei que tudo vai melhorar, eu tenho a solução...”, viu suas pretensões emperradas na falta de capacidade administrativa e nas armações políticas, e o povo, que não sabe votar e acredita até em “mula sem cabeça”, sofre as consequências da sua ignorância. Mas olha o jingle do homem aí gente: “Eu sei que tudo vai melhorar, eu tenho a solução...”

 

Legenda da foto: Sem dinheiro e com as contas atrasadas, a Prefeitura não precisa mesmo do cofre que foi usado por Milton Penido, Célio Calambau, Bandinho, Ramalho e outros. E já que desceram o cofre, agora falta descer a “mala”. 

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