Itaúna, 20 de janeiro de 2019

Cadastro

15 de dezembro de 2018 às 07h00 - Atualizado: 05 de janeiro de 2019 às 11h11

Ponto de Vista

A CONTA É COLETIVA A política de Itaúna chegou ao fundo do poço. A população perdeu completamente a confi ança, agora com a Câmara, depois da denúncia de possível compra de votos, mensagens anônimas e áudios vazados no WhatsApp, acusando o trio de vereadoras e a suspensão da nova eleição da Mesa Diretora, anteriormente anulada pela Justiça. A repercussão negativa impactou todos os vereadores, respingando ainda no prefeito Neider Moreira (PSD), que garante não ter nenhum envolvimento com tamanha polêmica. Foram muitos acontecimentos para apenas uma semana. Estão todos desgastados politicamente e moralmente. REPERCUSSÃO A gravação de possível tentativa de suborno de Alex Arthur, o Lequinho (PSDB), à Iago Souza Santiago, o humorista Pranchana Jack, foi feita em 13 de novembro. Ou seja, seis dias antes da primeira eleição da Mesa. A “bomba”, contudo, só veio a público no início dessa semana, na véspera do novo pleito, com a ajudinha de mensagens anônimas no WhatsApp. Não faltaram memes e piadas em grupos de conversa. Itaúna virou, mais uma vez, motivo de chacota. Em depoimento à Polícia Civil em Divinópolis, o vereador nega envolvimento na divulgação das mídias no aplicativo de conversas. POLÊMICO Pranchana, mais uma vez, reconheceu que “polêmica é com ele mesmo”. Será esse o maior mérito de seu mandato? Fazer polêmica? O vereador reclama de ser perseguido pela mídia. Iago tem de entender que, como vereador, é uma fi gura pública, política, que deve prezar pelo decoro, passível de ser notícia. Temas como a gravação de vídeo humorístico não autorizado no Rena, o uso desautorizado do seu carro por menores e a denúncia de possível compra de votos, investigada pela Polícia, são notícia. A imprensa faz apenas o seu trabalho e merece o devido respeito. REFLEXÃO A população espera muito mais da atuação dos parlamentares envolvidos. Política não é piada. CRECHES A FECHAR A situação das creches de Itaúna é calamitosa. Essa semana tive a oportunidade de conversar por telefone com Adalgisa Braz de Matos, coordenadora da Pequeno Polegar, no bairro das Graças. Desde setembro a creche não recebe os repasses do Estado para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profi ssionais da Educação (Fundeb). Por consequência, os salários dos funcionários estão atrasados e a creche depende de doações para não fechar as portas. O valor a receber supera os R$ 86 mil. A Prefeitura prometeu o repasse até 28 de dezembro, depois do Natal. CRECHES (2) A Pequeno Polegar atende 96 crianças de bebês a educação infantil, em tempo integral (de 7h às 16h30). “(A creche) é muito importante para as mães trabalharem e deixarem as crianças seguras”, destaca Braz de Matos. Eventos como o Arraial das Creches não são sufi cientes para sanar as dívidas. “Arrecadamos cerca de R$ 6 mil, cada creche”. Vamos aguardar a creche fechar para depois tentar sanar o problema? HUMILDADE “Todo governo tem de ser humilde. Quando distancia do povo, da população, perde a linha”, Elie Horn, sócio-fundador e presidente do Conselho de Administração da Cyrela, em entrevista ao Roda Viva. FILANTROPIA É obrigação moral e social dos empresários de Itaúna ajudar as entidades assistenciais da cidade, como as creches. Existem apoios? Por que não são divulgados? Onde está o tema responsabilidade social na cidade, tão evidente nos dias atuais? Vejam o exemplo do fi lantropo Elie Horn, 74, que veio do Líbano ao Brasil em 1945 acompanhado dos pais, no terceiro porão de um navio. Trabalha 15 horas por dia, não deseja se aposentar. É um dos maiores empresários do Brasil. Itaúna pode pensar grande. FALE COM A COLUNA viuitauna@gmail.com

Colunas recentes de Bruno Freitas - Ponto de vista

Nenhum resultado encontrado