Itaúna, 24 de abril de 2018

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03 de fevereiro de 2018 às 08h00 - Atualizado: 03 de março de 2018 às 09h57

Patrícia Abravanel, filha de Sílvio Santos, perde na Justiça

O juiz de Direito Francisco InouyeShintate, da 5ª vara Cível de São Paulo, negou pedido de indenização por danos morais à apresentadora Patrícia Abravanel, em ação movida contra Ricardo Saud, informa o site Migalhas. A apresentadora ingressou na Justiça depois que o executivo da J&F revelou que ela participou de um jantar no qual teria ocorrido negociação de propina.
Ricardo Saud afirmou, em delação premiada à PGR, que Patrícia Abravanel esteve presente em um jantar, na casa de Joesley Batista, no qual houve negociação de propina entre políticos e os empresários. De acordo com o executivo, teriam participado da negociação o esposo de Patrícia, deputado Federal Fábio Faria, e o pai dele, o governador do RN, Robinson Faria.
Na delação, Saud declarou que os homens se reuniram para tratar de propina e levaram as esposas, que não teriam participado da negociação. “Até é bacana então, né, todos com as esposas junto”, afirmou Saud no depoimento.
Segundo o executivo, na negociação, os políticos concordaram em privatizar a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte – Caern, em troca do recebimento de R$ 10 milhões da empresa J&F.
Na ação, a apresentadora requereu o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 300 mil, alegando que a informação divulgada por Saud era inverídica e ofensiva. Em sua defesa, o executivo afirmou que não imputou ato ilícito à apresentadora em seu depoimento à PGR, e que, por se tratar de pessoa pública, Patrícia deveria “ter maior tolerância às críticas que lhe são feitas”.
Ao julgar o caso, o juiz de Direito Francisco Carlos InouyeShitate considerou que o jantar de fato aconteceu, e que “a delação premiada contra a qual se insurge a autora não tem contornos sensacionalistas, tendenciosos ou deturpados, sendo certo que em momento algum houve manifestação de opinião pessoal ou qualquer comentário ou juízo de valor negativo ou depreciativo à autora”.
O magistrado também ponderou que, na delação, a parte ré não imputou prática de ilícito à autora, limitando-se a informa sua presença no jantar, o que não implica em dano moral.
Em razão disso, o julgador negou provimento ao pedido de indenização da apresentadora.
Uma gravação aponta que Ticiana Villas Boas, mulher de Joesley Batista, dono da J&F que se tornou delator, negou informações dadas por outro colaborador da empresa, o ex-diretor Ricardo Saud, que atuava como lobista do grupo no Congresso Nacional.
Ela rebateu informações dadas por Saud em relação a um jantar em sua casa em que teria se discutido pagamento de propina para o governador do Rio Grande do Norte, Robson Faria (PSD). No encontro também estaria presente o deputado Fábio Faria (PSD-RN), filho do governador.
“É... aquele jantar, imagina só, não tem nada a ver... do que falaram, foi um jantar normal, eu não vi nada de, de, de, dinheiro, de... de nada que beirasse ser ilícito”, disse Ticiana em áudio enviado à Patrícia Abravanel, mulher do Fábio Faria que, segundo Saud, estaria presente no jantar.
O material foi protocolado por advogados de Patrícia Abravanel em uma ação civil contra Saud em que ela pede uma multa de R$ 300 mil por danos morais.

José Waldemar Teixeira de Mello - Minas Gerais & coisas mais

"Farei com a pena o que Bonaparte fez com a espada" (Balzac).

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