Itaúna, 20 de novembro de 2017

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15 de julho de 2017 às 07h00 - Atualizado: 05 de agosto de 2017 às 09h22

Oposição com responsabilidade e exercício político com seriedade

“Sabe-se que a primeira atividade teórica da razão, ainda oscilante entre o pensamento e o sentimento é a de contar. Contar é o primeiro ato teórico livre da razão. A estatística é a primeira ciência política. Posso entender a cabeça de um homem se souber quantos cabelos ela produz. Faça aos outros, o que você quiser que lhes façam. E como poderemos dignificar-nos melhor, senão através das estatísticas?”
A introdução é só para fazer lembrar aos políticos ou tecnocratas que vivem no meio político, menos avisados, que em qualquer ataque ou em qualquer defesa, a razão deve sempre prevalecer. A emoção, sentimento nobre, não cabe em meio às mazelas que surgem das ações, onde a política “barata” e rasteira insistem em sopitar.
Nos últimos meses tenho manifestado nesse espaço, opiniões que considero importantes para Itaúna e seu povo. As opiniões são em sua maioria absoluta de críticas à atual administração municipal, que está em seu sétimo mês do mandato e que por motivos diversos, ainda não conseguiu fazer o governo decolar, prejudicando a população Itaunense. Tenho recebido algumas críticas, poucas na verdade, e muitos elogios por estar cobrando o efetivo exercício do mandato em prol do povo. Quero deixar claro que estou apenas divulgando fatos e opinando acerca de fatos inegáveis que estão ocorrendo no seio do governo municipal nos últimos meses. Questiono sim alguns atos que considero nebulosos, mas e daí? É um direito meu questionar atos públicos, mesmo que isso não agrade, inclusive, pessoas do meu círculo de amizade. Deixo a entender sim, em muitos de meus editoriais, que a grande maioria dos ocupantes de cargos públicos administrativos em Itaúna, em Minas e no Brasil, não assume as responsabilidades de seus atos públicos e sequer assume a maioria dos compromissos assumidos em campanha ou no ato de suas nomeações, caso de secretários municipais. Não trabalham, apenas fingem.
Entendo que ao assumir um mandato eletivo e num momento em que as ações e postura dos políticos são questionadas e está na berlinda à classificação moral dos mesmos, deve-se antes de tudo, exercer o mandato com dedicação, eficiência e sem revanchismo. O revanchismo está estampado no ato montado contra a ex-procuradora e funcionária efetiva do Município. Independente de ser ela, qualquer outro ato maliciosamente fabricado causa náuseas. Afirmo isso porque até o momento não consegui enxergar os efeitos práticos da administração que aí está. E acho que isso ocorre porque não há uma vontade de exercer o mandato. Porque se está preocupado apenas com atos políticos e busca de vitrine. Itaúna é muito mais que isso. O que causa indignação é o fato de que nada do que foi prometido em campanha está sendo colocado em prática, nem mesmo na área em que o prefeito é especialista, a medicina. Na semana passada fui no Plantão 24 Horas. Observei por algum tempo a agonia dos que buscavam por socorro médico e também as condições do lugar, nos banheiros, por exemplo, observei que o teto por obra divina ainda não caiu na cabeça de alguém. Soma-se a isso coisas mais graves como o atendimento precário, a falta de médicos e o descaso. Lamentável, para quem prometeu resolver os problemas na área da saúde. Falta responsabilidade. Motivo do título desse editorial.
Por outro lado entendo que a oposição, em sua totalidade, independente de grupo político deve ser feita também com responsabilidade, sem artifícios fabricados e chacota. E principalmente sem mentiras. O que assisti e li nas redes sociais essa semana não ‘cheirou bem’. A oposição é louvável e necessária, mas com responsabilidade e precisa ser feita por pessoas que tenham prestígio, amor pela cidade e mais que tudo isso, tenham cabedal político. Até aqui o que vi foram piadas, chacotas construídas e perseguição barata. Assim não se constrói um conceito político em prol da cidade, apenas se faz um jogo. Isso é irresponsabilidade, assim como o grupo da situação, no poder, precisa ter seriedade com a coisa pública e respeito pelo cidadão. E mais uma vez deixo claro que é direito dele, prefeito, como do seu estafe, divergir das minhas opiniões e das publicações do jornal em forma de notícias (que são apuradas e checadas), pois a livre manifestação do pensamento está aí garantida pela lei Maior, apenas a exerço.

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