Itaúna, 13 de dezembro de 2018

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03 de março de 2018 às 07h00 - Atualizado: 07 de abril de 2018 às 10h04

Não mais que a obrigação

Sinceramente, não sei por onde começar... São tantas as reclamações, cobranças, ponderações e xingamentos à administração municipal, que discorrer sobre todos os assuntos é a melhor opção, até porque, os cidadãos que estão indignados com o que estão presenciando, querem é fazer por meio do jornal o seu desabafo, para mostrar que estão arrependidos pela opção na última eleição municipal. Nas últimas semanas as reclamações são tantas, que estamos evitando andar a pé pelas ruas da cidade, pois não conseguimos fazer nenhum trajeto sem que sejamos interpelados para ouvir reclamações e os xingamentos direcionados ao Senhor prefeito, sempre com o pedido de que façamos a publicação da queixa, sempre acompanhada de uma lamentação, pela decepção.
E em meio à saraivada de queixas e sabedor da sua situação perante a população, de forma quase unânime, o prefeito resolveu implementar uma ação de resposta, anunciando a “operação cidade limpa”, que consta de capina, varrição e recolhimento de inservíveis. Montou equipe, mandou providenciar release, convocou a imprensa regional, ou seja, as TVs Integração e Alterosa e transformou a ação em “espetáculo para inglês ver”. O resultado, em se tratando de reação das pessoas, foi o que deveria mesmo ser: um desastre. E tem lógica, pois, limpar a cidade no dia a dia não passa de uma obrigação do gestor público, uma vez que o cidadão paga taxas e impostos exatamente para que a administração pública mantenha os serviços essenciais em funcionamento e condizente com as necessidades do cidadão. Assim, tentando melhorar o seu desempenho, o Senhor prefeito e sua assessoria foram para o bairro Jadir Marinho, por onde começaram a limpeza, que está sendo muito bem feita, conforme constatamos. E não podia ser diferente. Achamos mesmo que o trabalho vai melhorar o estado deplorável em que se encontram as ruas, praças e lotes por toda a cidade. Mas fica um questionamento: são cerca de 70 bairros, calcula-se que vão ser precisos 5 dias de trabalho para deixar um bairro como o Jadir Marinho em boas condições, ou seja, é sinal que vão demorar 350 dias para ‘faxinar’ toda a cidade. Assim, a conclusão é a de que a sujeira vai persistir, pois, quando se chegar ao último bairro, os primeiros já estarão em estado deplorável de sujeira, como agora. Mas pelo menos estão tentando cumprir a obrigação de prestar os serviços necessários. Deveriam estar fazendo isso desde o dia que tomaram posse, mas a incompetência instalada no prédio da Dr. Augusto é tamanha, que acordaram somente agora, 14 meses depois.
E seguindo a rota da incompetência e do descaso com a coisa pública, vem a notícia de suspensão de licitação no setor de informática, e a comunicação de que vai se cobrar pela contade água. E os serviços no aterro sanitário, que custavam R$ 85 mil, e passaram para R$ 149,500 (licitação anulada por denúncia de uma das participantes), agora em um contrato emergencial sem nenhuma justificativa plausível, mesmo que tentem explicar o inexplicável, com muito “lenga-lenga”, os serviços passam a custar R$ 207 mil. No canteiro de obras, ou se preferirem, na Secretaria de Infraestrutura, a coisa está tão feia, que há denúncias de desmandos, de desvios de materiais e de compra de peças por funcionários. Chegaram a referir ao local essa semana como “pocilga”, tamanha a sujeira encontrada por lá. Tem sindicância aberta, funcionários já foram demitidos e/ou trocados de função e local. No Saae, a assessoria de imprensa, que se acha dona das informações e o assessor, recém-nomeado, entende que presta a informação conforme sua ótica e opção de tempo, e quando não consegue fazer o trabalho porque a chefia, inexperiente no trato com a coisa pública, acha que pode fazer da informação motivo de esclarecimento para as suas trapalhadas. Essa semana, o mocinho da assessoria deu chilique e respondeu a um jornalista da FOLHA, que não trabalha para o jornal. É fato, não trabalha e nem vai trabalhar. Mas é funcionário público, então se conclui que é funcionário do povo Itaunense, que é quem paga o seu salário. Assim, trabalha sim para o jornal, pois somos a voz do povo. Ainda falando de Saae, na nossa ótica, o contrato emergencial para os serviços no aterro sanitário, é mais que uma atrapalhada, é de um absurdo sem tamanho. Talvez por isso, o assessor ficou tão nervoso, já que não podia falar que aguardava o chefe alinhavar uma tentativa de justificativa, para tentar justificar o injustificável. E para completar, vem aí, o aumento da passagem do transporte coletivo.
Soma-se a isso e a outros mal feitos, a incompetência para efetuar planilhas e projetos para o recebimento de emendas parlamentares conquistadas pelos vereadores junto a deputados federais e estaduais. O município deve deixar de receber cerca de 1 milhão de reais, para as áreas de saúde, infraestrutura (asfalto), assistência social, dentre outras, porque os funcionários da área de convênios não conseguiram fazer em tempo hábil as planilhas necessárias. Enfim, o governo da mudança prometido por Neider, em vinhentas bem produzidas, em folders e discursos... É até aqui uma lambança. Um arremedo de incompetência, de erros, de despreparo, de arrogância. E pior que isso tudo, está centrado em mentiras e em tentativas de enganar o povo. Pra mim, nenhuma novidade.

 

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