Itaúna, 19 de novembro de 2017

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19 de agosto de 2019 às 10h00

Não basta dizer que vai fazer. É preciso deixar que façam

 

 

 

Começamos aqui, sem saber o que priorizar, a bagunça é tanta e os imbróglios tão sistemáticos que já não há como dizer que isto ou aquilo está acontecendo, está fácil afirmar que as coisas não funcionam e que o governo municipal ainda não começou a administrar Itaúna. E é preciso afirmar que o povo está sendo prejudicado nas mínimas coisas e também nas grandes necessidades. A área da saúde, que tem um secretário jovem, com formação acadêmica na área e especialização em gestão da saúde pública, não poderia estar sendo alvo de críticas e muito menos deixando a desejar na prestação dos serviços básicos, e menos ainda, nos serviços essenciais. A desculpa de que o orçamento foi mal elaborado, não funciona, porque a área da saúde tem gastos estabelecidos por lei e é preciso superá-los.
Estamos sem entender o porquê das coisas não estarem acontecendo na área da saúde. Funcionar, ela não funciona é no Brasil, mas precariamente, o cidadão tem um internamento realizado, exames e consultas marcados ou uma cirurgia agendada, isso, mesmo depois de muita espera, mas tem. Em Itaúna, se antes os serviços já eram ruins, nos últimos meses pioraram muito e ninguém explica o porquê, com clareza. A questão do Laboratório da Policlínica Dr. Ovídio, por exemplo, é digna de questionamentos e também de risos, por causa das justificativas. O líder do prefeito afirmar que o laboratório estava sucateado e que está esperando a chegada da verba do deputado Gustavo Correia para torná-lo funcional, é uma piada. Então quer dizer que as coisas em Itaúna só vão ser resolvidas se políticos aliados conseguirem verbas com deputados? Isso é ridículo. Se não houver verbas de emenda parlamentar de deputados, então a administração não anda? Meu Deus!
Mas o que nos leva a entrar na seara Saúde, são as denúncias que nos levaram a fazer manchete nesta edição, sobre as possíveis dificuldades de pacientes em conseguir encaminhamento para a ACCCOM em Divinópolis. As apurações feitas pela reportagem indicam e até mostram que está mesmo havendo dificultação para que os pacientes cheguem até a ACCCOM. Independentemente de qualquer justificativa, explicação ou algo semelhante, isso é um absurdo sem precedentes. Um crime. Qual justificativa seria plausível? Não há. Não queremos acreditar que está em vigor, como estamos desconfiandos, um “esquema político” de protecionismo a vereadores que preferem levar pacientes para Belo Horizonte ou que se está fazendo uma economia, diríamos, “porca”. Ou se já existe um corporativismo em função do nosso Centro Oncológico que ainda depende de aprovação de licenças para começar a funcionar. Até entendemos que precisamos mesmo prestar os serviços oncológicos aqui, isso significa mais recursos para o Hospital Manoel Gonçalves e o mais importante, evita o sacrifício e o desgaste dos pacientes de câncer que precisam ficar o dia todo em Divinópolis, mesmo lá recebendo todo o apoio e atenção, como já constatamos por diversas vezes naquela unidade de saúde.
Preferimos não acreditar que as hipóteses citadas estejam sendo usadas com finalidades políticas e corporativistas, em detrimento do tratamento mais rápido dos pacientes. E não acreditamos também que por economia, a prefeitura esteja evitando o transporte de pacientes. Não vamos aqui cobrar pura e simplesmente um posicionamento da Secretaria de Saúde, estamos publicamente exigindo explicações do Secretário da Saúde, no sentido de que se esclareçam quais as dificuldades em encaminhar pacientes para tratamento na ACCCOM. Não aceitamos desculpas, temos depoimentos concretos de que as dificuldades existem dia a dia. Sinceramente.

 

 

 

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