Itaúna, 13 de dezembro de 2018

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22 de setembro de 2018 às 07h00 - Atualizado: 27 de outubro de 2018 às 13h27

Nadar... Nadar... E morrer na praia

Os nomes que se apresentaram para a disputa eleitoral deste ano em Itaúna, se não causaram surpresa ao eleitor, pelo menos de imediato, provocaram algumas reações e certa reflexão. Pelo menos é isto que temos observado, e com certa constância, no contato direto com as pessoas nas ruas, bares e profissionalmente. A pergunta que tem sido feita com frequência é: o que estes nomes trazem de novo para a cidade? Pois muito bem. Para a maioria das pessoas, respondemos que Itaúna precisa de representantes nas duas esferas, estadual e federal, ou seja, precisa ter deputado estadual e federal. E podemos explicar isso facilmente, até porque todos sabemos que a cidade carece de representantes desde que Neider perdeu a reeleição para o quarto mandato, há 4 anos. É uma verdade, se levado em conta os três mandatos de Neider, concluímos que ele já deu sua contribuição. Se não acertou tanto, também ninguém pode dizer que só errou, pois, pelo menos em seus anos na Assembleia, buscou defender Itaúna, lutou por verbas, emendas parlamentares e cobrou dos governadores da época. Podia ter feito muito mais, mas não podemos desprezar o que foi feito. Mas a verdade é que, como deputado, Neider “deu o que tinha que dar”. 
Então, temos sete nomes de “itaunenses” em disputa e, pelo que estamos percebendo, apenas três nomes estão em condições de ter o voto do eleitor Itaunense. E sabemos que o eleitor vai saber diferenciar quem tem melhor condição de representar a cidade. Sabemos que, em uma análise fria, sem predileção, paixão ou conveniência, dificilmente teremos um representante estadual e federal, pois, entre os nomes apresentados e em condições de disputa, a divisão dos votos dos itaunenses fará com que nenhum deles atinja o número para fazer legenda. Alexandre Campos concorre pelo PMDB, e precisa de no mínimo 35 mil votos, está trabalhando muito, percorrendo cidades da região buscando o apoio de lideranças e tem em seu favor o excelente trabalho que está fazendo como vereador. É jovem, itaunense, está investindo na carreira e entende os bastidores da política, assim, pode representar a cidade com capacidade de atuação. Tem uma missão difícil por causa do partido. O outro candidato a estadual em condições de atuar como deputado é Gustavo Mitre, não é itaunense, mas reside aqui há muitos anos, é político, já tentou a eleição para deputado, como candidato a federal, ficando como suplente, está em campanha por várias cidades, e afirma que precisa de 30 mil votos para garantir a vaga na Assembleia. É, em nossa opinião, outra missão difícil. Por causa da divisão dos votos dos itaunenses não acreditamos na sua eleição. Os outros nomes podem surpreender, mas é muito difícil que isso aconteça. Para deputado federal temos o nome de Márcio Gonçalves Pinto, o Hakuna. É vereador em segundo mandato e o atual presidente da Câmara. Afirma que precisa de 30 mil votos, mais os votos de legenda de Jair Bolsonaro. Uma incógnita em nossa opinião. Marcinho está trabalhando muito, mas só um milagre. 
O grupo político do prefeito Neider optou por apoiar dois candidatos sem ligação alguma com Itaúna, o candidato a federal é filho de Jaiminho Martins, de Divinópolis, e concorre pela primeira vez. E o a estadual é Agostinho Patrus, que é de Belo Horizonte. Um bom deputado, que destinou emendas para a cidade, mas não tem ligações aqui, e o momento da administração municipal não é o dos melhores, há um desgaste muito grande e isso pode prejudicar o sucesso do candidato no município. O grupo do ex-prefeito Osmando Pereira optou por apoiar Mitre para estadual e Domingos Sávio para federal. Domingos, que é de Divinópolis, é um excelente deputado federal e sempre apoiou Itaúna, mas de forma discreta, porém, desta vez, promete um trabalho mais próximo e consistente. 
Assim, nossa Itaúna, mais uma vez, provavelmente não terá um representante nativo. Vai ter que ficar nas mãos dos deputados vizinhos, que olharão para cá depois de resolverem os problemas de suas cidades e dos seus currais eleitorais Minas afora. Então, que o cidadão itaunense, sem distinção de grupo partidário, ideologia política e filosófica, formação acadêmica e posição social, pense a partir do dia 8 de outubro que, para termos representantes de verdade no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa, precisamos trabalhar politicamente juntos. Engrandecer um nome que contemple capacidade e conhecimento político, que saiba quais são os anseios dos moradores e as necessidades prementes do município. O fato é que, mais uma vez, vamos nadar... nadar... e morrer na praia. Ou, então, somente um “milagre”.

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