Itaúna, 24 de outubro de 2017

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30 de abril de 2016 às 08h00 - Atualizado: 12 de maio de 2016 às 16h44

Ficar muitas horas sentado pode trazer prejuízos para a saúde

Até 4% das mortes no mundo poderiam ser evitadas apenas reduzindo o tempo que as pessoas permanecem sentadas ao longo do dia. Isso representa 433 mil pessoas por ano. Os dados são de um estudo realizado por pesquisadores da USP e da Universidade Federal de Pelotas. “No limite, reduzindo o tempo sentado em até 3 horas por dia, seriam evitadas 4% de mortes. Entretanto, reduções mais singelas já repercutiriam em grandes ganhos em saúde pública. Por exemplo, reduzindo em 2 horas/dia o tempo que ficamos sentados seriam evitadas 2% das mortes; se for uma redução de 1 hora/dia, teríamos 1,2% a menos de mortes”, aponta o educador físico Leandro Fórnias Machado de Rezende, da Faculdade de Medicina (FMUSP).
Ficar muitas horas sentado prejudica alguns mecanismos fisiológicos, o que pode levar a alterações no controle de triglicérides, colesterol e outros fatores de risco metabólicos e ao aumento do risco de doenças cardiovasculares.
Para quem trabalha várias horas sentado, vale a pena tentar levantar eventualmente, mesmo que seja para buscar um copo de água ou realizar o lanche. Isso, além de manter uma rotina alimentar adequada, que além de auxiliar com a prevenção de prejuízos cardiovasculares, pode auxiliar a organizar a rotina para movimentar-se mais. E conciliar uma boa alimentação com uma atividade física programada é muito benéfico e minimiza os problemas associados ao sedentarismo.

Priscila Lara - Nutricionista clinica e esportiva Educadora em diabetes - CRN - 10850 - Nutrição

Benefícios da atenção plena para a alimentação e controle de peso

A cada dia é mais comum observarmos pessoas comendo em frente à TV, com o celular na mão ou até mesmo lendo. Os aparelhos eletrônicos nos acompanham o tempo todo, de forma que cada vez é mais difícil realizar uma refeição tranquilamente. Poucas pessoas dispõem de tempo para as refeições e se concentram na mesma. Pesquisadores estudam a relação deste fenômeno como um dos responsáveis pelo aumento do peso, sendo que uma mudança de comportamento e o foco ser direcionado para a alimentação poderiam surtir efeitos.
Um estudo piloto com 40 adolescentes em Richmond County, Georgia, mostrou que a formação da consciência na alimentação baseada na atenção plena durante as refeições, incentivou adolescentes a comer de forma mais saudável, e a se exercitar mais.
A intervenção começou com técnicas mais fáceis, como a meditação baseada na consciência da respiração, onde os alunos se concentraram no movimento de seu diafragma como uma maneira de aprender a prestar mais atenção aos seus corpos. As 12 sessões também incluíram o uso de chocolate para aumentar a consciência sobre gosto, sabor e saciedade, explicando como as emoções podem provocar excessos. O estudo foi constituído de um grupo controle no qual os participantes recebiam aula sobre saúde.
A maior parte dos adolescentes estava acima do peso; a maioria tinha maus hábitos alimentares. Cerca de 20% dos participantes relataram que não estavam conscientes do fato de que eles comiam rápido demais ou que se sentiam desconfortáveis após as refeições. Quase 60% relataram um problema de compulsão alimentar.
Adolescentes do grupo de intervenção apresentaram ligeira tendência de queda no seu peso e ao final do estudo estavam consumindo uma dieta saudável – com menos gordura e calorias – e relataram diminuição da fome percebida.

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