Itaúna, 23 de janeiro de 2018

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16 de dezembro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 13 de janeiro de 2018 às 09h46

É “Burro”

Significado de Burro no Dicionário Online de Português. O que é burro: s.m. Pej. Indivíduo ignorante, estúpido, sem inteligência: o burro já chegou? Jumento;...

Se é ofensa, não sei, mas estou de fato admirado, negativamente, com tanta burrice. Pressupõe-se, naturalmente, que um homem, ao se alçar a cargo público, credenciando-se como representante do povo, tenha no mínimo, consciência coletiva, espírito público e formação humanística. Pelo menos essa é minha visão, e cá entre nós, é a correta. Mas como a maioria dos brasileiros não sabe votar e o itaunense não foge à regra, temos que pagar o preço e ficar ouvindo e lendo bobagens nas redes sociais.
Esta semana deparei-me com um “bate-boca” entre o presidente da Câmara, que tem a alcunha de Pinto, com uma jornalista que mantém uma coluna de opinião, um blog, na rede. Ela expôs sua opinião em relação aos comentários do presidente Pinto na reunião da Câmara, em assunto referente à iluminação de Natal. A jornalista criticou o fato de o prefeito ter gasto R$ 25 mil para custear a contrapartida do município na iluminação de Natal, na área central e Praça Dr. Augusto, sem pedir autorização prévia da Câmara, como deveria ser. Aliás, o prefeito já havia agido assim com os gastos do carnaval, o que é hoje motivo de ação civil pública. A jornalista fez o que é direito seu, opinar, criticar, fazer piada, analisar. Primeiro, porque é jornalista, e na sequência, porque exerceu o seu direito da livre manifestação do pensamento, garantido constitucionalmente. Aí, o presidente Pinto, não satisfeito com os comentários, foi para a rede e afirmou que a jornalista, mais uma vez, no seu blog, fez análise, ouvindo apenas um lado. Ora, ora, quem disse que alguém, para analisar, tem que ouvir os dois lados? Para noticiar, é correto jornalisticamente ouvir os dois lados. Mas não é regra, principalmente quando se tem documentos comprobatórios e o ato é público.
O Senhor Pinto, cantor em caricatura de político, já deveria ter aprendido que, como seus pares, é figura pública e, consequentemente, seus atos são públicos e podem e devem ser alvos de análises públicas de qualquer cidadão e em qualquer lugar: jornais, rádios, tevês, redes sociais, esquinas e banquinhos de praça. O cantor Pinto, galgado a cargo público de representatividade, é que não deveria ir para as redes, expor suas opiniões, pois tem o microfone do plenário para tal, aliás, microfone que está sendo usado pelo mesmo de forma abusiva, sob a batuta da interpretação da sua assessoria jurídica. E aí está: interpretação. Seus assessores e ele interpretam o Regimento Interno de um jeito, e nós, jornalistas, de outro. Não concordo, por exemplo, com ele dando “pitaco” em tudo que é assunto, com suas análises e definições, após os pronunciamentos dos colegas. Mas respeito. É direito seu no exercício do cargo.
Não concordo também, por exemplo, com a postura hipócrita do Senhor Pinto, que está anunciando aos “quatro ventos”, que economizou recursos na Câmara, que isso e que aquilo... Se economizou, não fez mais que a obrigação. Mas que economia porca é essa? Ele acaba de contratar espaço publicitário na TV Integração/afiliada da Globo na região, para anunciar suas economias e, para isso, pagou, segundo informações extraoficiais, cerca de R$ 35 mil entre produção de vídeo e veiculação. Ora, está esbanjando dinheiro público para anunciar que cumpriu sua obrigação? E pior, em rede regional. Pra quê? Moradores de Divinópolis, Araxá e toda a região não precisam saber que a Câmara de Itaúna economizou algumas migalhas. A não ser que o objetivo do Senhor Pinto seja fazer propaganda pessoal com intuito político, pois tem anunciado também aos “quatro cantos” que é candidato a deputado (em minha opinião, candidato de 2 mil votos). Mas fazer isso com o dinheiro público? Será que ele está cumprindo o que determina a lei e está contemplando todos os órgãos de comunicação locais, fazendo a publicidade institucional permitida? Ou está agindo conforme seus interesses políticos e os interesses do prefeito, do qual é parceiro e amigo de fé? Eu diria que é quase um capacho, em se tratando de ações e cumplicidade política. Completamente submisso. E provo.
Outra rateadada do Senhor Pinto foi em relação à sua postura, na quinta-feira, no Facebook, ante a decisão do TCMG, que homologou o concurso que estava sub judice. Foi ridícula e mesmo passível de críticas e revolta dos concursados, pois ele nunca defendeu a homologação do certame e sempre se posicionou conforme os interesses do Executivo. Agora vem parabenizar os contemplados? Dizer que é um presente de Natal para os aprovados no concurso da prefeitura? Tem é que levar “chumbo nas asas” mesmo. É de uma hipocrisia deslavada. E para completar a sua economia porca, decidiu que os gabinetes só podem acender uma lâmpada. E, em outra frente, cortou do lanche dois bolos por dia. Ridículo, ou melhor, literalmente uma burrice.
Significado de Burro no Dicionário Online de Português. O que é burro: s.m. Pej. Indivíduo ignorante, estúpido, sem inteligência: o burro já chegou? Jumento;...

 

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