Itaúna, 20 de julho de 2018

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09 de dezembro de 2017 às 07h00 - Atualizado: 06 de janeiro de 2018 às 10h21

Cidade no baixo clero

Chega-nos a notícia de que Itaúna pode deixar de ter uma Cia. de Polícia Militar Independente e voltar a ser Cia. Especial, enterrando assim a intenção de se tornar Batalhão. O recuo é praticamente inevitável e vamos perder em segurança pública, já ineficiente, ou melhor, insuficiente, principalmente por causa do efetivo pequeno e a dependência de Divinópolis, onde está a sede da 7ª Região. E ouvimos também, por parte do delegado, na exposição feita na Câmara Municipal, que a elevação da delegacia para Regional é ação que podemos esquecer. Isso prova que Itaúna hoje, apesar de ser a segunda economia da região Centro-Oeste, é uma cidade sem força e prestígio político, em nível estadual e federal. Somos relegados à segundo plano, perdendo para outras cidades da região quando o assunto é crescimento e melhoria das prestações de serviços. Isso ocorre, principalmente, porque não temos representantes nos parlamentos.
Por 12 anos, de 2002 a 2014 (três mandatos), tivemos deputado estadual, quando o atual prefeito Neider representou bem a cidade, trabalhando para obter melhorias e sempre esteve atento na busca do crescimento e qualificação dos setores de serviços. É bem verdade que muitas promessas e anúncios feitos por ele não se concretizaram, como o trevo do Morro do Engenho, a construção do presídio, dentre muitos outros, mas, melhor com ele, que sem deputado algum. Na esfera federal, nunca demos muita sorte, por 6 mandatos tivemos um itaunense na Câmara Federal, mas Marcos Cerqueira Lima, por motivos políticos locais, nunca deu muita atenção para a sua cidade natal. E até concordo com ele, em alguns aspectos, porque Itaúna costuma mesmo ser ingrata com seus representantes. Caso também de Oscar Dias Correia, já falecido, que foi deputado estadual, federal e ministro. Nunca prestigiou Itaúna como deveria e, seu neto, hoje deputado estadual, tem mostrado a cara, mas sua ajuda ainda é pequena.
Mas fato é que precisamos nos impor na região e não podemos abrir mão de ter representantes na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa, pois sem eles perdemos espaço para outras cidades, como Pará de Minas, Nova Serrana, Divinópolis, dentre outras. E não adianta os políticos itaunenses e seus cabos eleitorais afirmarem que, ao apoiar um candidato à deputado de Divinópolis ou o de Pará de Minas ou de Belo Horizonte, a cidade terá toda a atenção, que é mentira, lorota pura. Os deputados de outras cidades estão preocupados é com sua principal base eleitoral, ou seja, sua cidade natal, geralmente. O nosso prefeito, por exemplo, tem compromisso com o deputado Agostinho Patrus, que é de BH, e não tem como “fugir” dele por motivos óbvios, e tem compromisso também com o deputado federal de Divinópolis, Jaiminho Martins. Assim, vai trabalhar para dividir os votos de Itaúna e dificultar a eleição de itaunenses. E com certeza vamos continuar na mesma, vivendo de emendas insignificantes e relegados a segundo plano nas agendas destes políticos “estrangeiros”.
Sempre defendemos que Itaúna precisa de representantes em Minas e em Brasília, e agora mais ainda, pois a situação do país é difícil e é de suma importância que tenhamos uma pessoa cobrando ações nos gabinetes dos secretários de Estado e do governador, na Cidade Administrativa, e o mesmo precisa acontecer nos Ministérios em Brasília e no Palácio do Planalto. Não podemos desperdiçar nosso voto e devemos escolher com bairrismo um itaunense da gema que nos possa representar de fato e de direito. Assim, teremos a quem cobrar. E temos nomes com experiência política, trânsito estadual e que conhecem a cidade, seus problemas e suas necessidades emergenciais, um nome capaz, por exemplo, é o de Osmando Pereira. Mas temos também o do vereador Alexandre Campos, Gláucia Santiago, e até o de Élvio Marques, dentre muitos outros, com capacidade de representar Itaúna bem e servir de elo para impulsionar nossos interesses coletivos. Enfim, precisamos é passar de figurantes, para novamente sermos atores principais no cenário político mineiro, em busca dos nossos interesses. Sempre fomos uma cidade considerada importante no desenvolvimento do estado, com nossas indústrias têxteis, de ferro gusa e fundições. Nossa economia, como já afirmado, é a segunda do Centro-Oeste, e somos uma cidade universitária, temos o único Centro de Fundição da América Latina e estamos posicionados e estrategicamente, plantados entre rodovias que ligam Minas a outros estados, portanto merecemos mais atenção dos centros do poder, pois desempenhamos papel importante na economia mineira e nacional, mas, para isso, precisamos marcar presença, porque quem não aparece nunca é visto. Em 2018, temos a obrigação de emplacar itaunenses para a Câmara Federal e Assembleia. Assim, não se deixe levar pelos interesses políticos individuais ou de grupelhos. É a nossa chance de poder gritar mais alto.

 

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