Itaúna, 23 de junho de 2017

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11 de março de 2017 às 07h00 - Atualizado: 08 de abril de 2017 às 10h14

100 dias! Onde está o governo?

Hoje estão completando exatos 81 dias do governo de Neider Moreira. No findar do mês de março estaremos atingindo a marca dos 100 dias, e pelo andar da carruagem, não teremos nada a comemorar. Absolutamente nada, pois não considero a implantação do Plantão Neurológico e a reativação da Escola Aberta ganhos, são apenas necessidades. Se bem que acabamos de sair de um Carnaval que deu certo, e assim teríamos então uma festança popular, que apesar das polêmicas, agradou a maioria. Mas como Itaúna está cheia de problemas, e os mesmos acumulam há 81 dias, não podemos dar ao luxo de aplaudir festa. Seria melhor que os aplausos fossem para ações concretas que viessem beneficiar diretamente toda a população. E infelizmente, até então não há nenhuma. A verdade é que não podemos ficar aguardando um diagnóstico da Fundação Dom Cabral, que vai mesmo ser contratada, para ver a cidade caminhar. Problemas como a sujeira da água, a definição da administração do Plantão 24 Horas (se o mesmo continua sob a responsabilidade da administração ou se vai ser administrado pelo Hospital), a destinação dos moradores de rua e dos pedintes que estão por toda parte e já tomam conta das praças provocando sujeira e dos semáforos pedindo esmolas, é outra ação que precisa ser feita imediatamente, mas não temos um secretário de Ação Social, o Élvio Marques não tem tempo para exercer a função, quiçá para tomar atitudes.
Diante destas poucas lembranças de ações que necessitam atitudes urgentes, o que vemos até aqui é uma preocupação excessiva com o ordenamento da máquina administrativa, tendo como base certa perseguição a funcionários ligados à administração anterior. Há inclusive uma gravação em que funcionário de segundo escalão da secretaria de Administração, diz a uma funcionária efetiva que ela estava indo para uma sessão não muito qualificada, pois a designação era um castigo. Há um exagero desacerbado por parte do Procurador Geral do Município, que grita e afronta o ex-secretário de Administração nos corredores, o que pode configurar abuso de função. Há um excesso de funcionários transitando pelo gabinete do prefeito, onde trombam uns com os outros, a constatação é consequência dos acordos políticos. Há um exagero. O que nós ficamos por entender até aqui é que as críticas por anos a fio eram direcionadas ao inchaço da máquina, isso se repete até aqui, às picuinhas, e isso se repete, ao emperramento da máquina, e isso se repete. Meu Deus, é hora de imprimir outro ritmo, enquanto há tempo de reverter a situação e colocar o governo nos trilhos certos ou vamos assistir a mais uma administração desastrada que não vai conseguir cumprir o que prometeu e anunciou e muito menos reverter o que criticou.
O estilo de fazer política também precisa ser revisto imediatamente, pois governar com a Câmara se faz necessário, não para conseguir apoio político, mas para viabilizar as ações e obras necessárias para que Itaúna possa avançar. Há uma insatisfação dos vereadores, inclusive com a maioria dos que são considerados da base. Eles querem participar das decisões, discutir... Até aqui não há diálogo e muito menos parceria. Para quem exerceu três mandatos de deputado e conhece bem as regras legislativas, apesar de a Assembleia de Minas Gerais ser uma péssima escola politica, Neider está no viés errado. O resumo até aqui é o de que não há um governo efetivo, contundente e sim uma administração ainda em “banho maria”. Mas o tempo passa e os 100 dias estão aí, e nada para apresentar, como frisado no início, contratar médicos e promover festa popular, não são mostras de que Itaúna vive “Um novo tempo”.

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